Candidato do PSD afirmou que pacientes estariam sendo beneficiados por indicações políticas e disse ter apresentado documentos sobre o caso ao Ministério Público
O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, realizado pela TV A Crítica na noite desta segunda-feira (28), foi marcado por um confronto entre Omar Aziz (PSD) e o governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Brasil).
Durante o embate, Omar acusou a administração estadual de interferir na fila do Sistema de Regulação (Sisreg) para favorecer determinados pacientes por meio de indicações políticas. O candidato afirmou que a prática estaria ocorrendo em troca de apoio eleitoral.
A discussão começou depois que Roberto Cidade questionou Omar sobre propostas voltadas a crianças atípicas. Ao responder, o candidato do PSD ampliou o tema para a situação da saúde pública no Amazonas e apresentou a denúncia envolvendo a regulação de consultas, exames e procedimentos.
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Segundo Omar, pessoas ligadas ao governo teriam criado um grupo de WhatsApp chamado “Baixas Regulação”, que seria utilizado para solicitar alterações na ordem de atendimento de pacientes que aguardam na fila do Sisreg.
O candidato afirmou durante o debate que possui prints de conversas e outros documentos que, segundo ele, comprovariam as acusações. Omar também declarou que o material teria sido encaminhado ao Ministério Público.
“Tá se achando um semideus, furando a fila em troca de voto”, afirmou Omar durante o confronto.
Em outro momento, o candidato do PSD elevou o tom e acusou Roberto Cidade de interferir diretamente na definição de quem seria atendido antes na rede pública de saúde.
“Você está decidindo como se fosse um semideus quem deve ou não morrer”, declarou Omar.
Na tréplica, Omar voltou a citar a suposta interferência política na fila e afirmou que diretores e diretoras de unidades de saúde estariam sendo pressionados para atender indicações.
“Por voto você está decidindo como se fosse um semideus. Isso é grave, isso é criminoso”, disse.
Roberto Cidade não respondeu detalhadamente às acusações naquele momento do debate. O governador afirmou que Omar estaria desviando o foco da pergunta sobre propostas para crianças atípicas e disse que responderia ao assunto quando fosse formalmente questionado.
Antes do encerramento do confronto, Omar afirmou que pretende divulgar os nomes das pessoas que, segundo ele, estariam envolvidas no esquema e publicar os registros das conversas mencionadas durante o debate.
O candidato também declarou que o material seria encaminhado ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e ao Ministério da Saúde.
Após o confronto, a equipe de Omar publicou nas redes sociais documentos relacionados à denúncia apresentada pelo candidato. A partir do material, caberá às autoridades citadas analisar a autenticidade dos registros e verificar se existem elementos que justifiquem a abertura de investigação.
O episódio acrescentou mais tensão ao debate, realizado a poucos dias do primeiro turno das eleições para o Governo do Amazonas. O encontro reuniu Omar Aziz, Roberto Cidade, David Almeida, Maria do Carmo e Isael Munduruku.
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Até o momento, as acusações feitas por Omar durante o debate permanecem como alegações do candidato e dependem de apuração pelas autoridades competentes.
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