Doença causada pela variante Bundibugyo preocupa autoridades de saúde por não possuir vacina ou tratamento aprovado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira uma atualização sobre o surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo (RDC). Segundo a entidade, a taxa de letalidade da epidemia está em 24,6%, índice considerado elevado, embora inferior ao registrado em surtos anteriores da doença no país africano.
Desde a declaração oficial do surto, em meados de maio, já foram contabilizados mais de mil casos suspeitos e confirmados. Entre eles, a OMS confirmou 10 mortes e investiga outras 223 suspeitas relacionadas ao vírus.
Além da RDC, Uganda também registrou impactos da doença, com um caso fatal confirmado e outros seis casos positivos.
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O atual surto é provocado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada uma das mais preocupantes por ainda não possuir vacinas ou tratamentos oficialmente aprovados. Em epidemias anteriores causadas pela mesma cepa, registradas na RDC em 2007 e 2012, a taxa de mortalidade variou entre 30% e 50%.
A maioria dos surtos históricos de Ebola no Congo foi provocada pela espécie Zaire do vírus, conhecida por apresentar taxas de letalidade ainda mais altas, entre 60% e 90%. Essa variante é atualmente a única para a qual existem vacinas disponíveis.
Apesar de a taxa atual ser menor que em outras epidemias, a OMS alertou que o número real de casos pode ser maior do que o oficialmente registrado. A suspeita é de que o vírus tenha circulado silenciosamente durante algum período antes de ser identificado pelas autoridades sanitárias.
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A organização reforçou a necessidade de intensificar a vigilância epidemiológica e ampliar as medidas de controle para evitar a propagação da doença em outras regiões da África.