Organização Mundial da Saúde confirma surto de hantavírus em cruzeiro no Atlântico com casos da cepa Andes e mortes registradas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou um surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, com 11 casos associados à doença e três mortes registradas até o momento. O episódio mobilizou autoridades sanitárias internacionais e gerou alerta em diferentes países devido à circulação de passageiros por várias regiões do mundo.
Segundo a OMS, nove dos casos confirmados estão ligados à variante Andes do hantavírus, considerada rara por possuir potencial de transmissão entre pessoas em situações específicas de contato próximo. Os outros dois casos seguem classificados como prováveis.
O surto foi identificado no navio MV Hondius, que partiu da Argentina em abril e realizava viagem internacional quando passageiros começaram a apresentar sintomas respiratórios graves. O primeiro caso suspeito teria ocorrido ainda nos primeiros dias da viagem.
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As autoridades sanitárias informaram que três passageiros morreram durante o episódio. Um dos óbitos ocorreu ainda a bordo da embarcação, enquanto outras vítimas morreram após serem retiradas do navio para atendimento médico em diferentes países.
A OMS afirmou, porém, que ainda não há sinais de disseminação global mais ampla da doença. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que todos os casos suspeitos e confirmados estão sendo monitorados sob supervisão médica rigorosa.

Foto: Reprodução
O hantavírus normalmente é transmitido pelo contato com urina, saliva ou fezes de roedores silvestres infectados. A variante Andes, identificada no surto do navio, é uma das poucas cepas capazes de apresentar transmissão entre humanos em determinadas circunstâncias.
Países como Espanha, França, Holanda, Alemanha e Reino Unido passaram a monitorar passageiros que estiveram a bordo do cruzeiro. Algumas pessoas foram colocadas em quarentena preventiva após desembarcarem do navio.
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O Ministério da Saúde do Brasil informou que o episódio não representa risco direto ao país neste momento. Segundo a pasta, não há circulação da variante Andes em território brasileiro, e os casos registrados no Brasil em 2026 não têm relação com o surto internacional monitorado pela OMS.