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OMS cria novas regras para tratar obesidade infantil e limita uso de canetas emagrecedoras
Foto: Reprodução

Organização estima que 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viviam com obesidade em 2014; medicamentos podem ser considerados a partir dos 10 anos, em casos específicos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as primeiras diretrizes globais específicas para o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes. As recomendações estabelecem que mudanças na alimentação, prática de atividade física e acompanhamento comportamental devem ser a base do tratamento, deixando medicamentos e procedimentos cirúrgicos para situações específicas.

 

Para crianças menores de 10 anos, a OMS não recomenda o uso de medicamentos contra a obesidade, incluindo as chamadas canetas emagrecedoras à base de GLP-1, nem a realização de cirurgia bariátrica ou uso de dispositivos para perda de peso. Segundo a organização, ainda existem evidências insuficientes sobre a segurança e os efeitos desses tratamentos no crescimento e no desenvolvimento infantil.

 

Já para adolescentes de 10 a 19 anos que têm obesidade, os medicamentos aprovados podem ser considerados quando um programa supervisionado, com alimentação adequada, atividade física e mudanças de comportamento, não apresentar os resultados esperados. A OMS também estabelece critérios rigorosos para a cirurgia bariátrica, que pode ser avaliada em adolescentes com obesidade grave após pelo menos seis meses de tratamento sem sucesso.

 

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As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos que atuam sobre o sistema GLP-1, hormônio relacionado ao controle da glicose e da saciedade. A OMS destaca que ainda não há evidências suficientes sobre os benefícios e os possíveis riscos do uso desses medicamentos em crianças, especialmente em relação ao crescimento, desenvolvimento físico e outros efeitos de longo prazo.

 

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A preocupação da OMS ocorre diante do avanço da obesidade entre os mais jovens. Em 2024, cerca de 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viviam com obesidade no mundo, e a prevalência da doença nessa faixa etária quadruplicou desde 1990. Para a organização, o tratamento deve envolver também pais e responsáveis, com acompanhamento contínuo e estratégias adaptadas à idade e às necessidades de cada criança ou adolescente. 

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