Algumas regiões da Europa enfrentam a quinta onda de altas temperaturas neste verão, marcado por secas, incêndios florestais e recordes nos termômetros
O calor extremo está se tornando mais frequente, intenso e prolongado em diferentes regiões do planeta, segundo alerta da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). O fenômeno tem ampliado os riscos para a população e provocado impactos no meio ambiente e na economia.
As ondas de calor estão entre os eventos meteorológicos mais perigosos, principalmente por causa dos efeitos sobre a saúde. A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode aumentar os casos de desidratação, insolação e outros problemas relacionados ao estresse térmico, além de atingir com maior intensidade idosos, crianças e pessoas que trabalham ao ar livre.
O avanço das temperaturas também preocupa por causa dos impactos ambientais. Períodos prolongados de calor, especialmente quando acompanhados de baixa umidade, podem aumentar o risco de incêndios florestais, agravar períodos de seca e pressionar o abastecimento de água em regiões afetadas.
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O fenômeno ainda provoca consequências econômicas. O calor intenso pode reduzir a produtividade de trabalhadores, prejudicar atividades agrícolas e aumentar a demanda por energia devido ao uso de sistemas de refrigeração. Segundo especialistas, a tendência é que eventos extremos de temperatura continuem sendo registrados com maior frequência em um planeta que está cada vez mais quente.
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Diante desse cenário, a ONU destaca a importância de medidas de prevenção e de sistemas de alerta capazes de avisar a população antes da chegada de períodos de calor extremo. A preparação dos serviços de saúde, a proteção de trabalhadores e ações para reduzir os efeitos das mudanças climáticas são apontadas como fundamentais para diminuir os impactos desses eventos.