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OpenAI fecha acordo com Pentágono após impasse entre governo dos EUA e Anthropic
Foto: Divulgação

Contrato permite uso da IA para fins legais, com salvaguardas técnicas para manter princípios de segurança.

A OpenAI anunciou na última sexta-feira (27) um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para fornecer suas tecnologias de inteligência artificial a sistemas confidenciais do governo. O anúncio ocorreu poucas horas depois de o presidente Donald Trump determinar que agências federais suspendessem o uso de ferramentas da concorrente Anthropic.

 

Pelos termos acertados, o Pentágono poderá utilizar os sistemas da OpenAI para qualquer finalidade legal uma exigência considerada central nas negociações. Ao mesmo tempo, a empresa afirmou ter garantido a implementação de salvaguardas técnicas para assegurar que suas tecnologias continuem alinhadas aos próprios princípios de segurança.

 

O diretor-executivo da companhia, Sam Altman, declarou que o Departamento de Defesa demonstrou respeito às preocupações com segurança e disposição para colaboração. Segundo ele, a OpenAI desenvolverá mecanismos técnicos para impedir usos considerados inadequados, além de manter funcionários trabalhando em conjunto com equipes do governo em projetos sigilosos.

 

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IMPASSE COM A ANTHROPIC

 

O acordo ocorre após semanas de tensão entre o Pentágono e a Anthropic, que negociava um contrato estimado em US$ 200 milhões. A empresa buscava cláusulas que impedissem o uso de sua tecnologia para vigilância doméstica de cidadãos americanos ou para armas autônomas letais. Já o governo argumentava que não caberia a uma empresa privada determinar como suas ferramentas seriam aplicadas em nome da segurança nacional.

 

Sem consenso até o prazo final, o secratário de Defesa, Pete Hegseth, classificou a Anthropic como um “risco à segurança nacional na cadeia de suprimentos”, o que a impede de firmar contratos com o governo federal. Trump também criticou publicamente a startup.

 

Curiosamente, dias antes do desfecho, Altman havia manifestado apoio à posição da Anthropic contra o uso de IA para vigilância interna e armamentos autônomos, afirmando confiar nas intenções da rival, comandada por Dario Amodei. Ambos, aliás, têm histórico comum: Amodei foi um dos fundadores da Anthropic após deixar a OpenAI em 2021 por divergências estratégicas.

 

PARCERIAS E PRÓXIMOS PASSOS

 

A implementação do acordo ainda pode levar tempo. A OpenAI não possui, até o momento, certificação completa para trabalhos classificados e suas ferramentas não estavam disponíveis nos serviços de nuvem da Amazon, plataforma amplamente utilizada pelo governo dos EUA. A situação pode mudar após a recente parceria firmada entre as empresas, que inclui um investimento bilionário da Amazon na OpenAI.

 

O Pentágono também mantém contratos com outras companhias de IA, como o Google e a xAI, ampliando a disputa pelo mercado de tecnologia aplicada à defesa.

 

Enquanto isso, o debate sobre os limites éticos da inteligência artificial segue intenso. Funcionários da OpenAI chegaram a divulgar carta aberta defendendo que empresas do setor resistam a pressões para permitir o uso de IA em vigilância doméstica ou sistemas autônomos de armamento.

 

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O acordo com o Pentágono, portanto, representa não apenas um movimento estratégico no setor de defesa, mas também um capítulo relevante na disputa política, comercial e ética que envolve o desenvolvimento da inteligência artificial nos Estados Unidos. 

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