Ação conjunta das Forças Armadas intensifica combate ao tráfico e crimes ambientais, além de levar assistência a comunidades isoladas.
O Ministério da Defesa intensificou a presença na Amazônia com a realização da Operação Ágata Amazônia 2026, que já provocou um prejuízo estimado em cerca de R$ 4 milhões a organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
Coordenada pelo Comando Operacional Conjunto Harpia, a operação mobiliza aproximadamente 1,6 mil militares das Forças Armadas, com foco no combate a crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas, além de ilícitos ambientais e proteção dos recursos naturais.
Com base em Manaus, a força-tarefa já resultou na apreensão de cerca de 300 quilos de entorpecentes, além de três embarcações, quatro armas de fogo, munições e animais silvestres. As ações envolvem atuação integrada da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, com o uso de meios terrestres, aéreos e fluviais, além de suporte tecnológico, incluindo recursos de guerra cibernética.
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De acordo com o comandante da operação, Márlio Concidera Estebanez, a iniciativa fortalece a soberania nacional em áreas estratégicas e amplia a capacidade de enfrentamento ao crime organizado em regiões remotas da Amazônia.
Além das ações repressivas, a operação também atua no atendimento a populações vulneráveis. Em comunidades indígenas e ribeirinhas, foram realizados mais de 1,7 mil atendimentos médicos e cerca de 965 odontológicos, além da distribuição de mais de 10 mil medicamentos, kits de saúde e materiais escolares.
A operação reúne diversos órgãos federais, como a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia.
Em uma das operações recentes, realizada no Rio Negro e na região de Barcelos, militares apreenderam materiais oriundos de crimes ambientais, como pele de onça, além de armas e munições.
Outra frente de atuação ocorreu em São Gabriel da Cachoeira, onde comunidades indígenas receberam assistência médica, medicamentos, doações e participaram de atividades educativas e culturais.
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Considerada uma das principais estratégias do governo federal, a Operação Ágata reforça a presença do Estado na Amazônia, combinando ações de segurança, proteção ambiental e apoio social em áreas de difícil acesso.