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Operação autorizada por André Mendonça enfraquece discurso de perseguição contra Moraes
Foto: Reproduçao

Sem poder culpar Xandão, bolsonaristas descobrem que a caneta de André Mendonça também sabe autorizar busca e apreensão

A recente operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira provocou forte repercussão no meio político e acabou reacendendo o debate sobre as críticas frequentes feitas por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O detalhe que mais chamou atenção foi o fato de que as medidas autorizadas contra o parlamentar não partiram de Moraes, mas sim do ministro André Mendonça, indicado ao STF pelo próprio Bolsonaro.

 

A decisão gerou desconforto entre setores da direita que costumam acusar Moraes de perseguir politicamente bolsonaristas e aliados do ex-presidente. Isso porque André Mendonça sempre foi visto como um nome próximo ao conservadorismo e ao grupo político bolsonarista, principalmente após ser chamado por Bolsonaro de ministro “terrivelmente evangélico” durante sua indicação à Suprema Corte.

 

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A operação contra Ciro Nogueira está ligada às investigações envolvendo o escândalo do Banco Master e possíveis irregularidades financeiras investigadas pela Polícia Federal. Mendonça autorizou buscas e apreensões dentro das apurações que analisam suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e relações consideradas suspeitas entre figuras políticas e o empresário Daniel Vorcaro, apontado como peça central do caso.

 

O episódio passou a ser interpretado como um revés para a narrativa adotada por parte da direita brasileira, que frequentemente atribui decisões judiciais contra aliados de Bolsonaro exclusivamente a Alexandre de Moraes. O fato de a autorização ter partido de um ministro indicado pelo ex-presidente enfraqueceu o discurso de que o STF atuaria apenas por motivação ideológica ou perseguição política.

 

Nos bastidores políticos, a situação causou incômodo principalmente porque Ciro Nogueira sempre manteve boa relação com integrantes do bolsonarismo e foi um dos principais articuladores da indicação de André Mendonça ao Supremo. Agora, aliados do senador passaram a enfrentar dificuldades para sustentar ataques direcionados exclusivamente a Moraes, já que a investigação avançou sob comando de um ministro considerado alinhado à direita.

 

Analistas políticos avaliam que o episódio evidencia como investigações da Polícia Federal e decisões judiciais no STF não dependem apenas de divisões ideológicas, mas também da análise de provas e elementos apresentados pelas autoridades responsáveis pelos inquéritos. A atuação de Mendonça no caso acabou sendo vista como um símbolo de independência institucional dentro da Corte.

 

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A repercussão também ampliou o debate sobre o relacionamento entre o Supremo Tribunal Federal e grupos políticos ligados ao bolsonarismo. Nos últimos anos, Alexandre de Moraes se tornou alvo constante de críticas por conduzir investigações relacionadas a atos antidemocráticos, ataques às instituições e disseminação de fake news. Porém, a decisão de André Mendonça mostrou que medidas contra aliados do ex-presidente não se limitam a apenas um integrante da Corte.

 

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