Durante a ação, foram realizadas prisões, e uma arma de fogo foi apreendida na casa de um dos suspeitos.
O 4º Distrito Integrado de Polícia (DIP) deflagrou uma operação policial que resultou nas prisões de Alaff de Brito Correia e Giovani Medeiros Silva, ambos de 27 anos, suspeitos de um esquema de agiotagem violenta, extorsão armada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As prisões ocorreram em pontos distintos de Manaus. Giovani foi localizado no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, enquanto Alaff foi preso no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste.
De acordo com o delegado Jorge Arcanjo, as investigações tiveram início após uma vítima procurar a sede do 4º DIP para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) contra Giovani.
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Ele emprestou cerca de R$ 6 mil à vítima, que passou a sofrer graves ameaças de morte e a viver sob constante terror psicológico imposto pelo suspeito. O indivíduo é apontado como o mentor intelectual do grupo criminoso e seria o responsável por diversas movimentações financeiras da organização.
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Policiais cumprem mandado de busca e apreensão
Em uma das ocasiões, o suspeito chegou a enviar um vídeo para a vítima no qual aparecia armado em frente à residência dela, com o objetivo de intimidá-la e obrigá-la a assinar uma nota promissória no valor de R$ 30 mil.
Segundo a autoridade policial, ao descobrir que a vítima pretendia vender sua residência, ele passou a ameaçá-la e a extorqui-la, exigindo vantagens financeiras mediante intimidação.
O suspeito tinha como principal alvo mulheres em situação de vulnerabilidade financeira. Quando as vítimas não conseguiam quitar os empréstimos acrescidos de juros, eram coagidas a prestar serviços, fornecer dados ou indicar pessoas para atuarem como “laranjas” em atividades ilícitas ligadas ao grupo criminoso.
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Momento que arma de fogo usada para ameaçar a vítima
é encontrada na casa do alvo da operação
Conforme o delegado, os valores obtidos por meio das extorsões eram depositados na conta bancária de Alaff, que também havia contraído um empréstimo e, por não conseguir quitar a dívida, passou a atuar na lavagem de dinheiro como intermediário financeiro do esquema criminoso.
“Dessa forma, Giovani utilizava a conta dele e de outras pessoas para movimentar recursos provenientes das cobranças ilegais, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem dos valores”, informou o delegado.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos um revólver calibre 38, utilizado nas ameaças contra as vítimas, além de aparelhos celulares, computadores, cigarros de maconha e comprimidos de ecstasy.
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Delegado Jorge Arcanjo apresentou os resultados
da operação (Foto: Divulgação)
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis financiadores da atividade de agiotagem, outros envolvidos na movimentação financeira do grupo criminoso e novas vítimas do esquema.
Ainda segundo o delegado, Giovani é reincidente pelos crimes de violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo. Ele responderá agora pelos crimes de ameaça, extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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Alaff responderá pelos crimes de extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A dupla ficará à disposição da Justiça.
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