Investigação aponta que agentes protegiam pontos de jogo ilegal ligados a Rogério de Andrade
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (10), uma operação para prender 18 policiais militares e penais, entre ativos e aposentados, além de um policial civil inativo. Eles são suspeitos de integrar o esquema de segurança do bicheiro Rogério de Andrade, na região de Bangu, na zona oeste da capital fluminense.
Segundo as investigações, os agentes atuariam para garantir proteção a pontos de exploração ilegal de jogos de azar controlados pelo grupo criminoso. De acordo com o MP, os envolvidos teriam agido de forma corrupta para assegurar o funcionamento das atividades ilícitas.
Os investigados devem responder por crimes como organização criminosa armada, agravada pela participação de servidores públicos e pela ligação com outros grupos criminosos, além de corrupção ativa e passiva.
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Os mandados de prisão estão sendo cumpridos em diversos endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti. A ação também ocorre na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Entre os policiais militares denunciados há integrantes que atuavam em setores como a Subsecretaria de Gestão de Pessoas da corporação, o Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e unidades como os 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º batalhões da Polícia Militar.
HISTÓRICO DO BICHEIRO
Rogério de Andrade é sobrinho de Castor de Andrade, um dos maiores chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro e patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. Castor morreu em 1997 após complicações cardíacas.
Após a morte do bicheiro, uma disputa familiar pela herança do império do jogo do bicho gerou uma série de conflitos. Entre os casos está o assassinato de Paulinho de Andrade, morto em 1998 na Barra da Tijuca, crime atribuído a Rogério.
Outro episódio envolve a morte de Fernando Iggnácio, genro de Castor. Ele foi assassinado em 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, logo após desembarcar de helicóptero vindo de sua casa em Angra dos Reis.
Fernando foi atingido por três disparos de fuzil, um deles na cabeça, e morreu no local. O atirador estava escondido em um terreno próximo ao heliporto.
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Rogério de Andrade acabou preso em outubro de 2024, apontado pelas autoridades como o mandante do crime.