Corpo foi encontrado em área de mata após os três homens serem presos e confessaram o crime praticado com crueldade
Durante a Operação Êxodo, realizada no município de Borba, distante 151 quilômetros de Manaus, foram cumpridos os mandados de prisão temporária de Amilson Alves Soares, 25 anos, conhecido como “Boto”; Paulo Gabriel Muniz Buzaglo Frota, 20; e Zidane Pantoja da Silva, 26.
A ação foi realizada pela 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) e de acordo com informações, eles são apontados como responsáveis pelo sequestro, tortura e homicídio de João Alves Lima, de 37 anos, que aconteceu no dia 5 de março deste ano.
Segundo o delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), as prisões são fruto de uma investigação intensa realizada pela equipe da 74ª DIP. O crime está diretamente relacionado ao tráfico de drogas na região. João foi morto por conta de uma dívida de cerca de R$ 20 mil com o narcotráfico.
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“Essa é a segunda vez que líderes do tráfico em Borba ordenam o sequestro de pessoas com essa finalidade, mas a Polícia Civil sempre responde com firmeza. O município não é terra sem lei. Qualquer tentativa de intimidação à população com esse tipo de crime terá uma resposta à altura”, afirmou o delegado Mavignier.
CRIME PERVERSO
O delegado Jorge Arcanjo, titular da 74ª DIP, explicou que o crime foi liderado por” Boto”, apontado como chefe do tráfico no bairro Invasão da Xã, em Borba. A motivação foi uma dívida gerada por um usuário de drogas ligado ao grupo, que teria pego uma quantidade de oxi que não lhe pertencia. Como retaliação, “Boto” ordenou que a vítima fosse capturada.
João Alves, foi capturado em via pública, no bairro Cristo Rei por Paulo Gabriel e Zidane. Ele foi colocado na garupa de uma motocicleta que era pilotada por “Boto” e com apoio de outro veículo utilitário, foi levado até a estrada da Jatuarana, zona rural do município, onde foi feito um trajeto pela mata, até determinado local, e torturado até a morte.
Quatro executores, subordinados a “Boto”, passaram dos limites e acabaram matando João. A ordem era apenas de tortura, mas também desferiram pauladas e golpes de faca na vítima, em seguida, eles enterraram o corpo.
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Assassinos levcaram os policiais até o local onde
torturaram e executaram o desafeto na área de mata
A partir dessas informações, os policiais conseguiram identificar três dos envolvidos na captura: “Boto”, Paulo Gabriel e Zidane, que não participaram do homicídio.
Com as provas reunidas, foi solicitado à Justiça a prisão do trio, a qual foi concedida. Além disso, no decorrer das investigações, os quatro envolvidos foram identificados como os participantes diretos do homicídio. Dois deles já se apresentaram espontaneamente à delegacia, enquanto os demais estão sendo procurados.
Delegado Jorge Arcanjo revelou detalhes de
como o crime foi praticado e sobre a prisão
do trio de criminosos (Fotos: Divulgação)
“Agora avaliamos a individualização das condutas dos suspeitos para futura tipificação dos crimes, e estudamos a possibilidade de converter as prisões temporárias em prisões preventivas. Ressalto que já prendemos outro líder do tráfico este ano, que tentou matar um prestamista (cobrador) em plena via pública. A mensagem é clara, a polícia vai continuar atuando com firmeza para manter a ordem em Borba”, concluiu o delegado Jorge Arcanjo.
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PROCEDIMENTOS CABÍVEIS
Amilson Alves Soares responderá por tortura, já Paulo Gabriel Muniz Buzaglo Frota e Zidane Pantoja da Silva por sequestros. Eles seguem à disposição da Justiça.