Foi uma das maiores apreensões de drogas realizada na capita amazonense no decorrer deste ano
Uma operação de inteligência com alcance internacional aplicou um dos maiores golpes financeiros contra o narcotráfico na Região Metropolitana de Manaus. Na noite de segunda-feira, 6, forças de segurança interceptaram 3,4 toneladas de maconha do tipo skunk no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste da capital.
A apreensão da droga, considerada de alto valor comercial, representa um prejuízo milionário para as organizações criminosas que atuam na Amazônia.
A ofensiva foi resultado de uma ação integrada liderada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e pela 28ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
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Centenas de tabletes de drogas do tipo maconha
skunk apreendidos na operação
O cerco estratégico contou com o compartilhamento de dados da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), da Polícia Federal, do Grupo Especial de Fronteira de Mato Grosso (Gefron/MT) e da Direção Antidrogas do Peru (Dirandro).
O setor de inteligência já monitorava a rota do carregamento ilícito, que teria saído da região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, com destino final a Manaus. A interceptação teve início por via fluvial, quando equipes do Bope localizaram uma embarcação suspeita no Lago do Aleixo.
A embarcação, um bote de alumínio com aproximadamente oito metros de comprimento e equipado com motor de popa de 15 HP, estava carregada com dezenas de sacos de entorpecentes. Ao perceberem a aproximação das lanchas policiais, os criminosos que conduziam o bote jogaram a embarcação na margem e fugiram por uma área de mata fechada.
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O prejuízo foi milionário contra as organizações criminosas
que atuam na Amazônia (Fotos: Divulgação)
Com o apoio das equipes terrestres da 28ª Cicom, os policiais militares iniciaram uma varredura pelo bairro Colônia Antônio Aleixo. Em uma área de alagado (igapó), a PM encontrou uma segunda parte do carregamento, que já havia sido desembarcada e estava escondida sob a vegetação.
Uma motocicleta, que vinha sendo utilizada como apoio logístico para o escoamento e distribuição da droga na capital, também foi abandonada nas proximidades. Apesar do cerco tático montado por água e por terra, os suspeitos que faziam a guarda do material conseguiram escapar, aproveitando o terreno de difícil acesso.
As 3,4 toneladas de skunk, o bote com motor e a motocicleta foram pesados e apresentados na sede do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da Polícia Civil do Amazonas, que agora assume as investigações para identificar os financiadores e os donos da carga.
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