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Operação mira esposa de Marcinho Vp e mãe do rapper Oruam apontada como ligação do comando vermelho entre prisão e ruas e agora está foragida
Foto: Reprodução

Márcia Gama atuaria como intermediária dos interesses do Comando Vermelho

A Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira, teve como um dos principais alvos familiares do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido no mundo do crime como Marcinho VP, apontado há décadas como um dos chefes históricos da facção criminosa Comando Vermelho.

 

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, a esposa de Marcinho VP, Márcia Gama, que também é mãe do rapper Oruam, foi apontada pelos policiais como uma das pessoas responsáveis por manter a comunicação entre o líder preso e integrantes da facção que continuam atuando nas ruas.

 

Outro alvo da operação foi Landerson, sobrinho do traficante, que também teria papel importante dentro da estrutura da organização criminosa. Os dois não foram encontrados nos endereços ligados a eles durante o cumprimento dos mandados judiciais e agora são considerados foragidos da Justiça.

 

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Segundo os investigadores, Márcia Gama atuaria como uma espécie de intermediária fora do sistema prisional, fazendo a ponte entre integrantes do Comando Vermelho e lideranças que estão presas, ajudando na circulação de informações e na transmissão de ordens que acabam chegando até traficantes que atuam nas comunidades dominadas pela facção.

 

A polícia afirma que esse tipo de atuação é comum dentro de organizações criminosas bem estruturadas, permitindo que chefes encarcerados continuem exercendo poder e influência sobre decisões estratégicas e sobre o funcionamento das atividades ilegais nas ruas.

 

Já Landerson, sobrinho de Marcinho VP, teria uma função de articulação dentro da estrutura do grupo criminoso. Conforme apontam os investigadores, ele faria a ligação entre membros da cúpula da facção, traficantes que atuam diretamente nas comunidades e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pelo grupo.

 

Essas atividades incluiriam serviços, movimentações envolvendo imóveis e outros negócios usados para gerar dinheiro e fortalecer o poder da organização criminosa.

 

A investigação também aponta que a presença de familiares na engrenagem da facção reforça a estrutura hierárquica e o modelo de funcionamento interno do Comando Vermelho, que continua operando mesmo com grande parte de suas principais lideranças presas há muitos anos.

 

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Marcinho VP atualmente cumpre pena no sistema penitenciário federal, mas, segundo a polícia, ainda exerce forte influência sobre a organização criminosa que ajudou a consolidar dentro do crime organizado no Rio de Janeiro. 

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