Lançamento da SOS Oceano nesta quinta-feira (23) aumenta pressão pela proteção da Foz do Amazonas e pela criação de áreas marinhas protegidas em locais como Albardão (RS)
Na mesma semana em que o Ibama concedeu à Petrobras a licença para exploração de petróleo e gás na Foz do Amazonas, organizações ambientais uniram forças em prol dos mares com o lançamento da Coalizão SOS Oceano.
E a defesa da Foz do Amazonas é uma das pautas prioritárias do grupo, assim como a criação de novas áreas protegidas marinhas e costeiras e o fortalecimento das políticas públicas de conservação oceânica. O lançamento foi realizado nesta quinta-feira (24), durante a Rio Ocean Week, no Rio de Janeiro.
Entre as regiões críticas para proteção está o Albardão, no litoral do Rio Grande do Sul, onde pressões políticas seguem travando o processo para criação de um parque nacional. O local, que abrange a Praia do Cassino, é uma das áreas mais isoladas e biodiversas para o ambiente marinho no país, e a criação de uma ou mais unidades de conservação na região é urgente, alerta a SOS Oceano.
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Outra pauta de destaque é a ampliação da proteção na região do arquipélago de Fernando de Noronha, que visa proteger ambientes como os Montes Submarinos, uma cadeia de montanhas submersas consideradas estratégicas como berçário e refúgio da fauna marinha.
A aliança apoia ainda a criação de áreas de uso sustentável em zonas costeiras, essenciais para a sobrevivência de populações tradicionais e para frear os impactos do turismo predatório, da pesca excessiva e da especulação imobiliária.
Uma das principais bandeiras da SOS Oceano é o cumprimento da meta internacional – e compromisso assumido pelo Brasil no Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal – de proteger 30% do oceano até 2030, com pelo menos 10% dessas áreas de proteção integral, onde não é permitida a extração de recursos. Atualmente, de acordo com dados do ICMBio, o país possui 233 Unidades de Conservação (UCs) costeiras e marinhas – o equivalente a 26,4% de sua área marinha total.
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Atualmente, há cerca de 60 áreas prioritárias para a conservação marinha mapeadas pelo ICMBio, das quais dez estão já envolvidas em processos de criação de UCs.
Fonte: O Eco