O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro
Investigado por suposta fraude no sistema financeiro, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também tinha um jeito particular de negociar grandes transações — algo que irritava suas contrapartes na Faria Lima. Um exemplo ocorreu no último grande negócio que fechou antes de ser preso e de ver o Master ser liquidado: a venda de uma fatia de R$ 700 milhões na mineradora Itaminas.
Em meados de junho, enquanto as negociações avançavam, a presença de Vorcaro foi requisitada à mesa para a assinatura de alguns documentos cruciais para que a operação seguisse adiante. Acontece que o banqueiro parecia ter evaporado: não atendia o telefone, não respondia ao WhatsApp e tampouco aparecia em seu luxuosíssimo escritório na Faria Lima.
As outras partes da negociação começaram a ficar preocupadas com o “perdido”, imaginando que algo pudesse ter acontecido. Até que alguém se lembrou de “stalkear” o Instagram da namorada de Vorcaro, Martha Graeff.
Veja também

Governo cria grupo para debater direitos de entregadores por app
Pressões para 2026 podem dar alívio no consumo das famílias, diz economista
PRIORIDADES
Pronto, mistério resolvido: Vorcaro dava um “perdido” em uma transação de R$ 700 milhões na qual ele deveria ser um dos principais interessados porque... precisava surfar na Costa Rica, depois de celebrar o Dia dos Namorados em Miami, onde Martha vive. De fazer inveja a qualquer guru do tal work life balance...
Segundo um executivo de banco que negociou com Vorcaro algumas vezes, esses “perdidos” eram frequentes em todas as transações de que o banqueiro participava.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A venda da participação de 50% de Vorcaro na Itaminas foi finalmente selada no início de novembro. Passaram a controlar sua metade na mineradora os outros sócios da empresa, as famílias Gontijo e Géo. Menos de duas semanas depois, o Master foi liquidado.
Fonte: O Globo