Temu, app chinês que vem tomando espaço de tradicionais marketplaces no Brasil
A Shopee vendeu mais de R$ 70 bilhões no Brasil no ano passado, enquanto a Shein ultrapassou a cifra de R$ 15 bilhões, calcula o BTG Pactual em relatório sobre o e-commerce no país. O banco de André Esteves estima ainda que a Temu tenha atingido “bilhões na faixa de um dígito alto” em seu primeiro ano no Brasil, enquanto o TikTok Shop conseguiu vender pelo menos US$ 1 milhão por dia poucos meses após o lançamento.
“O setor entrou em uma fase competitiva decisiva, marcada pela aceleração da penetração de plataformas estrangeiras. Excluindo os operadores cross-border (artigos importados), o Mercado Livre deve alcançar 47% de participação no GMV (sigla em inglês para vendas totais) em 2025, seguido por Amazon e Magazine Luiza, com 12% cada. Quando se incluem plataformas cross-border como Shopee, Shein, Temu e TikTok Shop, o Mercado Livre lidera com 39% de participação, enquanto a Shopee chega a 14%”, escreveram os analistas do BTG.
Segundo o relatório, as plataformas estrangeiras “se beneficiaram inicialmente de assimetrias tarifárias, que permitiram modelos de negócios fortemente subsidiados”, e a chamada “taxa das blusinhas” “reduziu, mas não eliminou, sua vantagem competitiva”.
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O BTG usou dados da plataforma Neotrust para fazer suas estimativas. O banco calcula que, em seu cenário-base, as vendas do e-commerce brasileiro devem crescer entre 14% e 15% nos próximos 12–18 meses e atingir R$ 436 bilhões em 2026.
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“Este cenário pressupõe forte ritmo de crescimento do Mercado Livre (+25% de GMV), a retomada do crescimento da base de vendedores da Amazon e a manutenção da força da Shopee nos segmentos de baixo tíquete médio”, concluiu.
Fonte: O Globo