Sede da Otan, em Bruxelas
A situação no Oriente Médio está ficando cada vez mais tensa e agora até a OTAN decidiu recuar. A aliança anunciou a retirada temporária de sua missão no Iraque, em meio ao agravamento do conflito envolvendo o Irã.
Segundo comunicado oficial, os militares estão sendo transferidos com segurança para a Europa, em uma medida que escancara o nível de preocupação com o avanço da guerra na região.
A decisão veio após uma sequência de ataques e ameaças que colocaram em risco bases e áreas estratégicas, incluindo a chamada Zona Verde, em Bagdá, onde ficam instalações diplomáticas e militares, inclusive dos Estados Unidos.
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O general Alexus Grynkewich agradeceu a cooperação das autoridades iraquianas e elogiou os militares envolvidos, mas o clima é de incerteza total.
Mesmo com a retirada, a OTAN afirmou que não vai abandonar completamente o país. A missão continuará, mas à distância, com base em Nápoles, na Itália, e com atuação limitada a apoio e treinamento.
Nos bastidores, a saída foi descrita como uma medida de segurança urgente. Fontes ligadas ao governo iraquiano confirmaram que praticamente todo o contingente foi retirado, restando apenas um grupo mínimo.
Outros países também começaram a recuar. Nações europeias já anunciaram retirada de tropas da região, mostrando que o medo de uma escalada ainda maior é real.
A missão da OTAN no Iraque existia desde 2018, criada para treinar e fortalecer as forças locais após o enfraquecimento do Estado Islâmico, que havia deixado um rastro de destruição no país.
Agora, com o aumento das tensões e o risco de confronto direto entre forças apoiadas pelo Irã e militares americanos, o cenário volta a lembrar períodos sombrios da história recente da região.
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Mesmo com menos tropas do que no passado, os Estados Unidos ainda mantêm presença militar no Iraque, e qualquer novo ataque pode transformar a crise atual em um conflito de proporções ainda maiores.