Humorista pediu R$ 50 mil após ser acusado de estupro e a comediante recorreu, pedindo R$ 150 mil por danos morais; Justiça negou os dois pedidos
O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) rejeitou, na decisão de terça-feira (16), o pedido de indenização feito por Otávio Mesquita. O humorista pediu R$ 50 mil após ser acusado de estupro durante a gravação do programa The Noite, em abril 2016.
A comediante Juliana Oliveira também fez um pedido de indenização no valor de R$ 150 mil por danos morais. Na mesma decisão, o pedido também foi negado.
“Diante do exposto, JULGO IMPROCEDENTES os pedidos da ação e reconvenção. JULGO EXTINTO o processo, com exame do mérito, na forma do artigo 487, I, CPC", diz a decisão.
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O juiz responsável pela pasta, Patrick Couto Xerez Sobral, afirmou que: ”Trata-se de programa humorístico que adota esquetes de humor caricatural [...] ressalto que a requerida [Juliana] contribuía para que a produção televisiva adotasse esse perfil."
Mesmo rejeitando o pedido de indenização, o juiz reconheceu que Juliana ficou incomodada e que tinha o direito de denunciar. "A requerida sentiu-se verdadeiramente lesada e incomodada com as investidas do autor. Observa-se da gravação que ela buscou repelir e afastar do autor, que, no entanto, insistiu na encenação."
Ainda de acordo com a pasta, o tempo que a atriz demorou para realizar a denúncia não é um fator que invalida o seu pronunciamento. "Muitas vezes a vítima pode demorar para entender a gravidade do ocorrido; ou ainda pode demorar para reunir coragem para comunicar os fatos... Tenho por afastada a hipótese de que a requerida tenha se valido, oportunisticamente, de sua demissão", completou.
RELEMBRE O CASO
O apresentador Otávio Mesquita foi alvo de uma denúncia de estupro movida pela comediante Juliana Oliveira, que se notabilizou por trabalhar como assistente de palco no programa The Noite, do SBT.
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Foto: Reprodução
Na representação entregue ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em março, a defesa afirma que ela foi vítima de “atos libidinosos com emprego de força física” por parte de Mesquita, diante de mais de uma centena de pessoas no estúdio e com ampla repercussão nas redes sociais.
A denúncia foi acolhida pelo órgão e, no dia 2 de abril, a promotora de Justiça Priscila Longarini Alves, da Promotoria de Justiça Criminal de Osasco, fez uma solicitação para que seja aberto um inquérito policial sobre o caso.
No texto, ela aponta que “existem elementos que necessitam de maior investigação quanto à prática de eventual infração contra a dignidade sexual”.
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Ouvido pela CNN Brasil, Otávio Mesquita classificou a acusação como um “absurdo”. Segundo ele, toda a cena foi combinada com a assistente de palco, inclusive a parte da reação dela. Ele se disse surpreso com a acusação, pois o episódio ocorreu em 2016 e ele estava na presença de sua família, que estava no palco, e que, por isso, nunca faria algo do tipo que foi acusado.
Fonte: CNN