Caso registrado como homicídio culposo levanta suspeita de erro médico em unidade de saúde do interior.
Um caso grave de suspeita de erro médico está sendo investigado em São Sebastião do Uatumã, após a morte de Claudenir Garcia dos Santos, ocorrida dentro do Hospital Rosa Fabiano Falabella.
De acordo com informações registradas na Polícia Civil, o caso foi classificado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A principal suspeita é de que o paciente tenha recebido uma superdosagem de adrenalina por via intravenosa.
Segundo o boletim de ocorrência, registrado pela irmã da vítima, Eliane Garcia dos Santos, Claudenir procurou atendimento médico na manhã do dia 24 de março de 2026, por volta das 6h56, após sentir fortes dores na coxa esquerda, decorrentes de uma pancada durante uma partida de futebol.
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Após ser medicado, ele foi liberado para retornar para casa. No entanto, como as dores persistiram, o paciente voltou à unidade hospitalar no mesmo dia, às 16h36, sendo novamente atendido e colocado em observação.
Registros da ficha de evolução de enfermagem indicam que, durante o período em que permaneceu no hospital, Claudenir recebeu diversas medicações para controle da dor, incluindo analgésicos e sedativos como Tramadol, Dipirona, Diazepam e Morfina.
O quadro se agravou durante a madrugada do dia 25 de março. De acordo com o prontuário, por volta de 00h40, foram administradas três ampolas de adrenalina por via intravenosa direta (bolus).
No depoimento à polícia, a irmã da vítima afirmou que foi informada por uma funcionária do hospital, por volta de 1h40, de que o estado de saúde de Claudenir era crítico. Ao chegar ao local, ela foi atendida pelo médico plantonista, Carlos Araújo.
Conforme o relato, o médico teria informado que, diante da persistência da dor, optou pela administração da adrenalina. Cerca de dez minutos após a aplicação, por volta de 1h10, o paciente sofreu uma parada cardíaca e não resistiu, tendo o óbito confirmado às 1h20.
O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias da morte e verificar se houve falha nos procedimentos médicos adotados durante o atendimento.