Grupos extraoficiais da Rússia, ligados ao Kremlin, divulgaram ameaças contra um padre brasileiro que atua na guerra da Ucrânia
Um padre brasileiro entrou na mira de canais no Telegram focados em rastrear e divulgar informações sobre mercenários que atuam na guerra da Ucrânia, ao lado das forças do governo de Volodymyr Zelensky. O sacerdote foi identificado como Makarios Lewis.
De acordo com grupos russos ligados ao Kremlin, Lewis é natural de Curitiba e já prestou serviços em igrejas ortodoxas nos Estados Unidos e Canadá. As informações também estão presentes nas redes sociais do padre.
Em sua apresentação no Facebook, Lewis afirma que serve atualmente na Igreja Ortodoxa Ucraniana, onde atua como capelão, espécie de padre que presta assistência espiritual para militares.
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“Makario é um padre ortodoxo que trabalhou principalmente em igrejas dos EUA e Canadá. Há um ano, Makarios quis tentar a sorte na Ucrânia e se juntou à 2ª Legião Internacional, onde trabalha como padre combatente”, diz um trecho da mensagem de ameaça contra o padre brasileiro.
Nas redes sociais, Lewis não deixa claro como tem atuado no conflito entre Rússia e Ucrânia. Contudo, o padre possuí o hábito de publicar diversas mensagens e sermões para soldados ucranianos nas redes sociais, o que se tornou alvo de críticas por parte dos russos.
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“Tudo o que [sic] Padre faz ultimamente é postar ‘sabedoria’ online, sem fazer o seu trabalho de linha de frente. Gostaria de saber se ele será enviado para a linha de frente para sua última oração”, ironiza a mensagem.
Fonte: Metrópoles