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Pai e filho acusados de execução brutal de artista francês são absolvidos e revolta toma conta da família
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Artista francês Cédric Vacherie, morto em Barra Grande, Paraty

Uma decisão que deixou muita gente indignada marcou o julgamento de Cédric Alexandre Vacherie Jaurgoyhen, assassinado de forma cruel em 2018, na cidade de Paraty. O Tribunal do Júri absolveu pai e filho apontados como responsáveis pelo crime, mesmo diante de um caso cercado de mistérios, violência e suspeitas.

 

O artista foi encontrado morto em seu sítio na região da Barra Grande com um tiro de espingarda na cabeça, à queima-roupa. Como se não bastasse a brutalidade, o corpo ainda foi incendiado, em uma cena que chocou moradores da região e repercutiu internacionalmente.

 

Durante anos, as investigações apontaram Ricardo dos Santos e Cecílio dos Santos como envolvidos no crime. A motivação teria ligação com disputas por terras e desavenças na área onde o francês vivia. Mesmo com apreensão de arma, diligências em vários estados e prisão de um dos suspeitos, o desfecho surpreendeu.

 

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O julgamento durou cerca de 13 horas e terminou com a decisão dos jurados de que não havia provas suficientes para condenar os acusados. Com isso, pai e filho foram inocentados, causando revolta e sensação de impunidade.

 

A advogada da família da vítima, Andrea Kirkovits, afirmou que a mãe do artista está completamente devastada com o resultado. Segundo ela, todos os esforços foram feitos para buscar justiça, mas a decisão final ficou nas mãos dos jurados.

 

O caso ainda teve reviravoltas ao longo dos anos, incluindo a prisão de um dos acusados em 2024 após período como foragido. Mesmo assim, nada foi suficiente para garantir uma condenação.

 

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Agora, apesar da absolvição em primeira instância, o Ministério Público ainda pode recorrer da decisão. Enquanto isso, fica o sentimento de dor e revolta diante de um crime que segue cercado de dúvidas e sem ???????? definitivo. 

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