Os delegados se reunirão em 15 de abril em Genebra, na Suíça, para finalizar o texto e dar seu acordo final, acrescentou
Em dezembro de 2021, dois anos após o início da pandemia de Covid-19 que causou milhões de mortes e devastou a economia global, os países-membros da OMS decidiram criar um acordo para prevenir e gerenciar futuras epidemias.
Temos um acordo preliminar e estamos sujeitando o texto final aos países — disse à AFP Anne-Claire Amprou, copresidente do órgão de negociação e embaixadora francesa para a saúde global.
Os delegados se reunirão em 15 de abril em Genebra, na Suíça, para finalizar o texto e dar seu acordo final, acrescentou. O documento estará, então, pode ser adotado por todos os países-membros da OMS na Assembleia Mundial da Saúde, em maio, na cidade suíça. O acordo em princípio surgiu após uma sessão maratona que durou quase 24 horas.
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Este é um ótimo sinal. Faz parte de uma história incrível que está sendo construída — diz o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que permaneceu na sala com os representantes durante toda a noite.
Um dos principais pontos de discórdia nas negociações foi a transferência de tecnologia para a fabricação de dispositivos médicos relacionados à pandemia, especialmente para países em desenvolvimento, indicaram diversas fontes.
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Foto: Reprodução
Os países latino-americanos estão defendendo que essa transmissão aconteça. Essa questão foi uma das principais queixas dos países mais pobres durante a pandemia da Covid-19, pois viram os países ricos estocando doses de vacinas e outros produtos. Vários países, onde a indústria farmacêutica constitui uma parte significativa da economia, opõem-se à ideia de transferências obrigatórias e insistem na sua natureza voluntária.
Segundo um delegado, esse ponto já foi resolvido, mas a última versão do texto ainda não estava disponível na manhã deste sábado. A adoção desta resolução ocorre em meio a uma grave crise no multilateralismo e no sistema global de saúde, causada pelos cortes brutais do presidente Donald Trump na ajuda internacional dos EUA, já que os Estados Unidos foram de longe o maior contribuinte humanitário.
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Os Estados Unidos também foram uma ausência notável nessas negociações, já que o presidente Trump anunciou ao retornar à Casa Branca que o país estava deixando a organização.
Fonte: O Globo