Pantanal Iguaçuano. Maior reservatório de água da América do Sul tem vida marinha, fauna, flora, e é berçario de aves e passaros migratórios como o cisne negro, originário da Austrália, apesar da poluição
O governo federal resolveu colocar o Pantanal no modo “turbo conservação” e anunciou a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Estação Ecológica de Taiamã. São 104 mil hectares a mais de proteção, quase o tamanho da cidade do Rio de Janeiro, como se o Pantanal tivesse decidido esticar os braços e abraçar ainda mais a natureza. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou os decretos durante a COP15 em Campo Grande, e o Instituto Chico Mendes (ICMBio) está por trás do planejamento, depois de mais de uma década de estudos e reuniões com ONGs.
No Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, a área cresce 35%, enquanto a Estação de Taiamã mais que quintuplica de tamanho, chegando a 68 mil hectares. Com isso, o percentual do Pantanal protegido por unidades federais sobe de 4,5% para 5,2%, dando ao bioma uma cobertura ambiental maior e fortalecendo a meta da Agenda 30×30, que busca proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030.
A ampliação também ajuda a criar um corredor ecológico no norte do Pantanal, conectando rios, matas e áreas de preservação. Isso significa mais segurança para a biodiversidade local e manutenção dos serviços ambientais essenciais, como regulação hídrica e controle natural do clima. Ou seja, não é só para os jacarés e onças, toda a região e as comunidades que dependem dela saem ganhando.
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Especialistas e organizações ambientais, como a SOS Pantanal e a Onçafari, destacam que aumentar a área protegida é apenas o começo. Para que a conservação funcione de verdade, é preciso regularizar terras, garantir a gestão das unidades e manter fiscalização constante. Sem isso, até as melhores intenções podem ficar só no papel.
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E tem bônus econômico também. A proteção das áreas contribui para o turismo de natureza e ajuda a manter os estoques de pesca que sustentam comunidades locais. A pesca esportiva vai continuar nas áreas do entorno, mas com regras ajustadas para que ninguém atrapalhe a conservação. No Pantanal, proteger e aproveitar podem, sim, caminhar juntos, desde que com cuidado e planejamento.