Atriz conta que tem parente alcoolista, assim como a filha de Odete Roitman na novela das nove: Vejo a batalha
Entre a delicadeza e o descontrole. É assim que Paolla Oliveira caracteriza a sua Heleninha em “Vale tudo”. Ao aceitar o desafio de viver a filha de Odete Roitman (Debora Bloch) no remake, a atriz de 43 anos sabia que tinha uma baita oportunidade na mão, não apenas por assumir o mesmo papel que Renata Sorrah imortalizou na obra original, em 1988, mas por ser porta-voz de um drama que atinge milhões de pessoas no mundo: o alcoolismo. Nos próximos capítulos, Heleninha vai ao fundo do poço com constantes recaídas, após ficar sabendo da reaproximação entre Ivan (Renato Góes) e Raquel (Tais Araújo).
Ao longo dos 90 capítulos exibidos até agora, Helena Roitman vem despertando sentimentos mistos no público. Há quem julgue os gestuais da personagem, que joga o cabelo, balançando a cabeça, há os que se compadecem e sentem pena da artista plástica... Entre as críticas negativas, misturam-se memes e até vídeos analíticos sobre a atuação da profissional.
Enquanto isso, colegas, como Tais Araújo, vieram a público em suas redes sociais defender a interpretação da atriz. Paolla, que, em 2025, completa 20 anos de Globo, revela que este é um dos seus trabalhos mais difíceis. Mas a paulistana, como boa ariana, gosta de se sentir desafiada.
Veja também

Lorena Maria anuncia término com MC Daniel: ''Dói muito''
Manu Bahtidão expõe suspeita de doença autoimune no filho
Eu tinha essa expectativa de ser uma porta-voz. E de fazer bem para que as pessoas se sentissem representadas, mas é difícil. Porque se ver representado num lugar tão difícil como esse pode gerar desconforto. O que eu mais faço o tempo todo é não sair do foco de transmitir a delicadeza e a intensidade desse problema. Venho me surpreendendo com a recepção do público. Todos sabem que o alcoolismo é uma doença, mas não sabem como os alcoolistas se portam.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Achei que ia ser mais sério, mais adensado, mas vejo que as pessoas não estão prontas. Me deparei com gente achando que o alcoolismo é uma doença de super-ricos, privilegiados. Em vez de se aproximarem da Heleninha — era essa minha expectativa —, essas pessoas estão se afastando, julgando. Em contrapartida, vejo muita gente entendendo. O importante é abordar o tema. Se a gente não levanta a bola, não tem jogo.
Fonte: Extra