Lançamento foi feito durante a COP30 e ilustra as 40 espécies de macacos que vivem no estado paraense, quase metade delas já ameaçadas de extinção
Ainda sob holofotes mundiais, o Pará vai muito além de Belém. Ao longo do território paraense – o segundo maior estado do país – está uma rica biodiversidade amazônica que inclui um total de 40 espécies conhecidas de macacos.
O número, se pertencesse a um país, seria o sétimo no mundo em diversidade de primatas, ranking liderado, não à toa, pelo Brasil. Para celebrar esses animais e aumentar o conhecimento sobre eles, foi lançado o guia de bolso Primatas do Pará. O lançamento foi feito na última semana, em evento realizado durante a 30ª Conferência do Clima da ONU, a COP30, realizada na capital paraense e que chegou ao fim no sábado (22).
Figuram macacos-pregos, saguis, macacos-de-cheiro, cuxiús, macacos-da-noite, parauacus, guaribas e macacos-aranhas. Todos com ilustrações feitas por Stephen Nash que ajudam a identificar cada uma das 40 espécies de primatas, com informações adicionais sobre a distribuição geográfica e categoria de risco de extinção.
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Foto: Reprodução
Atualmente, cerca de 40% dos macacos paraenses estão sob algum nível de ameaça. O principal motivo é o desmatamento, movido pelo avanço da pecuária e da exploração de madeira, e degradação ambiental. A caça e os impactos das mudanças climáticas também aumentam a vulnerabilidade desses animais.
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O mais emblemático deles, o kaapori (Cebus kaapori), recentemente listado entre os 25 primatas mais ameaçados do planeta, que está sob perigo crítico de desaparecer. A publicação faz parte de uma série de guias de bolso para identificação de primatas tropicais financiada pela Re:wild que tem como objetivo promover tanto o conhecimento e a sensibilização, quanto o próprio turismo de observação desses animais na natureza. O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) também apoiaram a produção do guia, ao lado de outras instituições.
Fonte: O Eco