Entre desafios e conquistas, o parajiu-jitsu do Amazonas transforma o esporte em inclusão, superação e oportunidade
O parajiu-jitsu amazonense vem conquistando espaço no cenário nacional e acumulando resultados expressivos dentro dos tatames. No primeiro semestre deste ano, atletas do Amazonas participaram de duas importantes competições fora do estado e retornaram com 20 medalhas, consolidando o crescimento da modalidade e o fortalecimento do esporte paralímpico na região.
Mais do que títulos, o parajiu-jitsu tem se tornado um caminho de inclusão e recomeço para pessoas com deficiência. Atualmente, a Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Paradesportivo (FAJJP) reúne mais de 100 paratletas federados, enquanto a maioria das academias de Manaus e do interior já conta com alunos com deficiência integrados aos treinamentos.
Segundo o presidente da FAJJP, Leandro Lucas, o Amazonas possui grande potencial na modalidade.
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“Manaus é celeiro de atletas e também paratletas do jiu-jitsu”, destacou.
Os resultados recentes reforçam essa afirmação. No 2º Campeonato Brasileiro de Parajiu-Jitsu Gi e No Gi, realizado em Niterói, no Rio de Janeiro, a delegação amazonense conquistou 11 medalhas: três de ouro, duas de prata e seis de bronze.
Durante a competição, Leandro Lucas também recebeu o Selo Internacional de Inclusão, reconhecimento concedido pela World Parajiu-Jitsu Federation, considerada uma das principais instituições da modalidade no mundo.
Já na Copa Arnold de Parajiu-Jitsu, em São Paulo, os atletas amazonenses encerraram a participação com nove medalhas cinco ouros, duas pratas e duas de bronze — além da quarta colocação geral entre delegações de todo o país.
Entre os destaques estiveram Ronaldo Silva, campeão na categoria e no absoluto da classe E3 faixa preta; Maurício Nogueira, campeão na categoria e vice-campeão no absoluto da classe A3 faixa preta; Matheus Segadilha, ouro na classe L2 faixa preta; Fran Gennesis, vice-campeã na categoria e bronze no absoluto; e Thiago Oliveira, campeão na categoria e bronze no absoluto.
Apesar das conquistas, a federação afirma que o crescimento da modalidade ainda esbarra na falta de apoio financeiro e estrutural para ampliar a participação dos atletas em eventos nacionais e internacionais.
Segundo Leandro Lucas, muitos paratletas deixam de competir devido aos altos custos com viagens, hospedagem e inscrições.
“Precisa de mais condições do poder público para que os paratletas possam competir em âmbitos nacionais e internacionais”, afirmou.
O presidente também destacou que a delegação poderia ter contado com mais atletas nas últimas competições, mas a ausência de incentivo reduziu o número de participantes.
Mesmo diante das dificuldades, o avanço do parajiu-jitsu amazonense evidencia o potencial esportivo existente no estado e reforça o papel social da modalidade. Para muitos atletas, o tatame representa não apenas competição, mas também acolhimento, reconstrução da autoestima e superação pessoal.
“Desistir de praticar esporte não é opção. Venha para o tatame, que lá será bem acolhida, com muita empatia”, declarou Leandro Lucas.
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Com 20 medalhas conquistadas em apenas dois torneios nacionais, o parajiu-jitsu do Amazonas segue mostrando força dentro e fora dos tatames, transformando inclusão em resultado e resistência em conquista.