Emmanuel Grégoire é eleito novo prefeito de Paris
Os franceses foram às urnas neste domingo para o segundo turno das eleições municipais, um dos mais disputados dos últimos anos. Em Paris, segundo as primeiras estimativas, o socialista Emmanuel Grégoire venceu com 53,1% dos votos e será o novo prefeito da capital. Em Marselha, Benoît Payan, da coalizão Esquerda Diversa, foi reeleito com 54,6% dos votos, mantendo o comando da cidade.
A participação do eleitorado deve ter ficado em torno de 57%, praticamente a mesma registrada no primeiro turno, de acordo com levantamentos de quatro institutos de pesquisa. Apesar da estabilidade, o índice é considerado baixo, ficando abaixo da taxa observada em 2014, quando a participação no segundo turno alcançou 62,1%, desconsiderando 2020, quando a pandemia de Covid-19 afetou fortemente a votação.
Mais de 17 milhões de eleitores estavam aptos a votar neste segundo turno em cerca de 1.580 municípios franceses, de um total de aproximadamente 35 mil. As demais cidades definiram seus prefeitos já no primeiro turno, realizado no último domingo, 15 de março. O segundo turno se destacou pelo confronto entre candidatos de diferentes espectros políticos, mas principalmente pela vitória de figuras ligadas à esquerda em cidades estratégicas, como Paris e Marselha, refletindo a força do eleitorado socialista e da coalizão Esquerda Diversa.
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Emmanuel Grégoire, natural de Lilas, na região metropolitana de Paris, tem 48 anos e vem de uma família tradicionalmente comunista. Formado na Universidade de Ciências Políticas de Bordeaux, ele assumirá o cargo após Anne Hidalgo, que esteve à frente da Prefeitura desde 2013 e também é de esquerda. Grégoire venceu com folga, deixando a ex-ministra da Cultura Rachida Dati, de direita, em segundo lugar com 40,8% dos votos. A candidata da esquerda radical, Sophia Chikirou, ficou em terceiro, com 8,2% dos votos.
A eleição confirma a continuidade do domínio da esquerda em Paris e reforça a reeleição de prefeitos progressistas em cidades importantes, apesar da baixa participação eleitoral. O resultado também indica que, mesmo em uma eleição local, o histórico familiar e a trajetória política dos candidatos podem influenciar significativamente a escolha do eleitorado, como no caso de Grégoire, que combina experiência política e raízes comunistas.
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Analistas destacam que os números do segundo turno refletem uma certa estabilidade na preferência dos eleitores franceses, mas também alertam para a necessidade de políticas que aumentem a participação, considerando que índices abaixo de 60% podem comprometer a representatividade dos eleitos. A vitória de Grégoire e a reeleição de Payan mostram que, mesmo com desafios de engajamento, a esquerda mantém força nas grandes cidades e pode influenciar a agenda municipal nos próximos anos.