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Mulher
06/02/2020

Pós-parto pode representar perigo para a feminilidade da mulher

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Foto: Reprodução

Incidência de depressão é alta e mesmo que não ocorra, muitas mulheres assumem a função de mães e deixam de se sentir mulheres

O pós-parto é um período de muita fragilidade para a mulher e que deve ser acompanhado com carinho e dedicação pelo núcleo familiar. Essa é a principal recomendação do doutor Alberto Guimarães, ginecologista e obstetra que está na linha de frente da popularização do parto humanizado no País com o “Parto Sem Medo”, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas.

 

O obstetra observa que a principal diferença no pós-parto entre uma cesariana e um parto normal é a recuperação. A qualidade dessa “recuperação deve ser enfatizada”. Ele observa que a mulher sentirá menos dor e desconforto após um parto normal e “será mais estimulada a cuidar do bebê”.

 

É justamente nesse escopo que ele saúda o parto humanizado como um “caminho que a mulher percorre em busca de conhecimento e viver intensamente a experiência da maternidade”. É compreender, segundo ele, “que nem tudo que é doído é ruim e precisa ser sofrido”.

 

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Atenção à depressão


“Não é frescura! A depressão existe”, salienta Guimarães. O médico observa que a rede de apoio da mulher (marido, mãe, filhos mais velhos, etc) deve ficar atenta aos sinais. “Essa mulher pode se colocar de uma maneira triste.

 

Demonstrar falta de vontade de cuidar do bebê e de si”. Segundo o obstetra, a atenção à disposição nessa fase pós-parto é muito importante e os menores sinais depressivos devem ser comunicados ao médico responsável. “Quanto mais rápido o diagnóstico, melhor ela responde e se assume como mãe”.

 

Guimarães comenta que as atividades físicas podem ser retomadas gradativamente a partir do 2º mês e lembra que é preciso respeitar os novos limites impostos pela maternidade.

 

Outros cuidados

 

pós-parto

Foto: Reprodução

 

O obstetra diz que em casos de parto normal é comum apresentar sangramento até 40 dias depois e que, respeitada a quarentena, quando for retomar a atividade sexual é desejável usar um gel ou creme para “hidratar o canal”. “Se for amamentar, é importante fazer xixi antes, e ter água fresca do lado. Além de encontrar uma posição confortável para segurar o bebê ”.

 

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Por fim, Guimarães recomenda calma. Cada mulher tem seu tempo de adaptar-se à nova realidade. Às vezes buscar uma terapia no pós-parto pode ser uma boa estratégia. “É preciso saber enxergar os novos papeis. Saber que agora é mãe, mas lembrar que é mulher e que a vida continua ”.

 

IG

 

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