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Pastor é acusado de dopar irmão doente, deixá-lo em estado crítico e desaparecer após condenação
Foto: Divulgação

Vítima foi encontrada com apenas 42 kg e endividada em cerca de R$ 160 mil após anos sob cuidados do familiar.

O pastor Carlos Mendes de Carvalho desapareceu após ser condenado por dopar e abandonar o próprio irmão, um idoso com deficiência, que foi encontrado em estado extremamente debilitado. Além das condições de saúde críticas, a vítima também ficou com uma dívida de aproximadamente R$ 160 mil feita em seu nome.

 

O caso ocorreu em Sobradinho II. Segundo relatos da família, o religioso passou a cuidar do irmão em 2018, período em que o idoso já enfrentava diversos problemas de saúde e apresentava sequelas mentais que comprometeram sua capacidade motora e de consciência.

 

O homem recebe um benefício mensal de cerca de R$ 7 mil, e familiares começaram a desconfiar da situação quando perceberam que ele estava cada vez mais magro e com feridas pelo corpo. A preocupação aumentou quando o idoso passou a ter dificuldade para falar.

 

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De acordo com os parentes, várias tentativas de visita foram feitas, mas o acesso ao idoso teria sido impedido pelo pastor.

 

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IDOSO FOI ENCONTRADO EM ESTADO GRAVE

Em 2021, familiares decidiram fazer uma visita surpresa e ficaram chocados com o que encontraram. O idoso estava deitado em uma cama, extremamente debilitado, pesando cerca de 42 quilos e em condições descritas pela família como “estado cadavérico”.

 

Segundo os relatos, ele não conseguia falar nem andar, apenas babava e apresentava diversas feridas pelo corpo. A família retomou imediatamente a tutela do homem e registrou ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal.

 

O pastor deve devolver aproximadamente R$ 90 mil ao irmão idoso

Foto: Reprodução 

 

Os parentes também afirmaram que o idoso permanecia longos períodos sem cuidados básicos de higiene. As fraldas não eram trocadas com frequência e, em muitos momentos, ele ficava sujo de fezes. Ainda de acordo com os relatos, o pastor teria administrado doses elevadas de calmantes para dopar a vítima.

 

DÍVIDAS EM NOME DA VÍTIMA

 

Além das condições de abandono, a família descobriu que diversos empréstimos consignados haviam sido feitos no nome do idoso em bancos e financeiras. As dívidas somam cerca de R$ 160 mil, com parcelas previstas até 2030.

 

Diante das descobertas, um novo boletim de ocorrência foi registrado pelos familiares.

 

PROCESSO E CONDENAÇÃO

O pastor foi condenado em primeira instância a 3 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, além de ser obrigado a devolver parte do dinheiro retirado do irmão.

 

Representado pela Defensoria Pública do Distrito Federal, o religioso recorreu da decisão. Em julgamento realizado em 19 de março de 2024, a pena foi reduzida para 1 ano e 11 meses de prisão em regime aberto.

 

A decisão também permitia a substituição da pena por medidas restritivas de direitos e o pagamento de cerca de R$ 90 mil à vítima, valor que não foi quitado.

 

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Até o momento, o paradeiro de Carlos Mendes é desconhecido. O espaço permanece aberto para manifestações da defesa. 

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