O pastor Márcio Pôncio foi preso na manhã desta quinta-feira (2), durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à chamada “Máfia do Cigarro” no Rio de Janeiro.
A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também autorizou outros dois mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Pôncio foi localizado e preso em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
De acordo com a investigação, o pastor é suspeito de manter vínculos com uma organização criminosa comandada por Adilsinho, apontado como líder de um esquema de contrabando e distribuição ilegal de cigarros, além de atuar no jogo do bicho.
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Nesta fase da operação, a PF busca aprofundar apurações sobre movimentações financeiras suspeitas e possíveis ramificações do esquema dentro dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses. As investigações apontam indícios de lavagem de dinheiro e repasses ilegais a agentes públicos.
Por determinação judicial, também foi autorizado o bloqueio de bens e valores de investigados em até R$ 22 milhões.
A nova etapa da operação teve origem em investigações iniciadas em 2021, quando a PF encontrou planilhas com registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais suspeitas e movimentações financeiras associadas à ocultação de patrimônio. Segundo apuração da TV Globo, ao menos 20 políticos são investigados por supostamente receber valores mensais ligados ao esquema criminoso.
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As fases anteriores da Operação Unha e Carne já haviam revelado suspeitas de vazamento de informações sigilosas de operações policiais, fraudes em contratos públicos e uma possível rede de proteção institucional ao crime organizado no estado.