Cimeb afirma que não existe movimento de lideranças evangélicas para retirar o título de padroeira do Brasil e critica uso eleitoral da informação
O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) divulgou nesta segunda-feira (28) uma nota em que contesta a circulação de uma informação falsa envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida. Segundo a entidade, não existe qualquer iniciativa de lideranças evangélicas para retirar da santa católica o título de padroeira do Brasil.
A informação que circulou nas redes sociais afirmava que Flávio Bolsonaro teria a intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida caso fosse eleito. O candidato negou a existência de qualquer proposta nesse sentido. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que apresentassem o conteúdo falso como verdadeiro.
Na nota, o Cimeb afirma que a disseminação do boato estaria sendo utilizada para estimular um conflito entre católicos e evangélicos durante a campanha eleitoral. A entidade também declarou que não existem articulações de líderes evangélicos, em conjunto com candidaturas, para cancelar feriados ou celebrações religiosas de outras denominações.
Veja também
.jpeg)
O documento é assinado por 14 lideranças evangélicas, entre elas Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, e Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra. Alguns dos signatários declararam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
A polêmica também chegou ao Supremo Tribunal Federal. A campanha de Flávio Bolsonaro recorreu ao ministro Luiz Fux contra uma decisão de Flávio Dino que havia liberado publicações relacionadas ao tema. Separadamente, a CNBB negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de informações falsas sobre a eleição e afirmou não integrar estruturas político-partidárias.