Candidato a deputado federal acusa cantora de realizar suposto “showmício” durante festival em Londrina e pede liminar com restrições a manifestações políticas em apresentações
O candidato a deputado federal Lucas Pavanato (PL-SP) protocolou neste domingo (27) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a cantora Luísa Sonza. A ação questiona uma manifestação feita pela artista durante o festival Tropicadelia, em Londrina (PR), no último sábado (26), quando, segundo a representação, ela afirmou: “Dia 4 de outubro não esqueçam, é Lula 13!”.
Na ação, Pavanato sustenta que a declaração poderia caracterizar pedido explícito de voto durante um evento privado. A defesa cita o artigo 39, § 7º, da Lei das Eleições, que proíbe a realização de showmícios e eventos semelhantes destinados à promoção de candidatos. As alegações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar o contexto da manifestação e o enquadramento jurídico do episódio.
O candidato também pediu uma liminar para impedir que Sonza faça novos pedidos de voto, manifestações políticas ou utilize adereços eleitorais durante seus shows até o fim das eleições de 2026. A representação solicita multa de pelo menos R$ 100 mil por evento em caso de descumprimento e a proibição de publicar ou impulsionar nas redes sociais vídeos relacionados à apresentação contestada. O valor atribuído à causa é de R$ 50 mil.
Veja também

Sessão do STF chama atenção por comportamento inédito de ministros durante votação remota
Carlos Viana rompe com apoio a Caiado e declara voto em Flávio Bolsonaro no 1º turno
A defesa de Pavanato também menciona o conceito de “palavras mágicas”, utilizado em discussões da jurisprudência eleitoral para analisar manifestações que podem equivaler a um pedido explícito de voto. A caracterização do episódio como propaganda eleitoral irregular ou showmício, contudo, depende da análise da Justiça Eleitoral.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Até as informações disponíveis nas reportagens consultadas, a assessoria de Luísa Sonza não havia apresentado manifestação pública sobre a ação. O caso permanece em análise no TSE.