Segundo estudo do Igarapé, grupos brasileiros estão à frente de cartéis mexicanos, maras salvadorenhas e máfia italiana
O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) aparecem entre as organizações criminosas com maior alcance e atuação nas Américas, segundo levantamentos sobre a expansão de grupos ligados ao tráfico de drogas, armas e outros crimes transnacionais. As duas facções brasileiras ampliaram sua presença para além das fronteiras nacionais e passaram a ser acompanhadas por autoridades de diferentes países.
O PCC, criado em São Paulo, é apontado como uma das maiores organizações criminosas da América Latina, com atuação em diversos estados brasileiros e conexões internacionais, especialmente em rotas de tráfico de drogas e armas. O grupo também possui relações com redes criminosas de países vizinhos e da Europa.
Já o Comando Vermelho, originado no Rio de Janeiro, expandiu sua influência para diferentes regiões do Brasil e também para países da América Latina. A facção é investigada por envolvimento em atividades como tráfico de entorpecentes, comércio ilegal de armas e disputas territoriais com grupos rivais.
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A expansão dessas organizações levou governos estrangeiros a ampliar o monitoramento sobre suas atividades. Em 2026, autoridades dos Estados Unidos passaram a classificar PCC e CV como organizações terroristas, medida que aumenta as restrições internacionais contra integrantes, financiadores e pessoas ligadas aos grupos.
Especialistas apontam que a força das facções brasileiras está relacionada à capacidade de criar redes de distribuição, controlar rotas criminosas e estabelecer conexões fora do país. O avanço internacional transformou esses grupos em uma preocupação de segurança regional.
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O crescimento das organizações criminosas nas Américas tem levado países a reforçar ações de inteligência e cooperação policial para combater o tráfico internacional e interromper fontes de financiamento dessas redes.