Homem é procurado por estelionato eletrônico em esquema que causou prejuízo superior a R$ 400 mil a vítimas no Distrito Federal.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou, nesta sexta-feira (10), a identidade e a imagem de Bruno Guilherme Andino Rodrigues, apontado como integrante de uma organização criminosa especializada no chamado "golpe do falso advogado". Contra ele há um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de estelionato eletrônico.
A divulgação das fotografias tem como objetivo facilitar a localização do suspeito, além de incentivar que possíveis vítimas reconheçam o investigado e procurem a polícia para registrar novas denúncias.
De acordo com a investigação conduzida pela 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), o grupo criminoso utilizava informações públicas disponíveis no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) para identificar pessoas com ações judiciais em andamento.
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Com os dados dos processos, os criminosos entravam em contato com as vítimas, principalmente por meio do WhatsApp, fingindo ser advogados ou integrantes dos escritórios responsáveis pelas causas. Para tornar a fraude mais convincente, utilizavam nomes, fotos e informações reais dos profissionais.
Durante as conversas, os suspeitos informavam que as vítimas tinham valores elevados a receber em decorrência dos processos, mas alegavam que seria necessário realizar pagamentos antecipados de supostas taxas cartorárias, custas judiciais ou despesas contratuais. Os depósitos eram exigidos por meio de transferências via Pix e, após receberem o dinheiro, os golpistas interrompiam todo o contato.
Na última quarta-feira (8), a Polícia Civil cumpriu sete mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva e do bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados. As diligências ocorreram nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul e Santos, com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP).
As investigações apontam que o núcleo da organização criminosa está instalado no estado de São Paulo, embora a maior parte das vítimas esteja no Distrito Federal. Pelo menos seis pessoas já foram identificadas como vítimas do esquema, acumulando prejuízos superiores a R$ 400 mil.
Durante a operação, os policiais encontraram com um dos investigados cerca de 585 cópias de documentos processuais impressos, material que era utilizado para dar credibilidade às abordagens fraudulentas.
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Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa que reconheça o suspeito ou tenha sido vítima do golpe procure imediatamente uma delegacia para colaborar com as investigações.