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Pedido de falência da Amazonas Energia expõe crise bilionária e gera temor de instabilidade no fornecimento
Foto: Reproduçao

Ação movida pela Petrobras, que cobra dívida estimada em R$ 22 bilhões, intensifica incertezas sobre o futuro do setor elétrico no Amazonas

O setor elétrico do Amazonas entrou em nova zona de turbulência após a Petrobras formalizar um pedido de falência contra a Amazonas Energia, concessionária responsável pelo fornecimento de energia no estado. A medida acendeu alerta sobre possíveis impactos no abastecimento de luz em toda a região.

 

A informação foi divulgada pelo jornalista e advogado Ronaldo Tiradentes durante o programa Manhã de Notícias, na última quarta-feira (19). Segundo ele, com base em fontes do Judiciário do Amazonas, a estatal cobra uma dívida estimada em aproximadamente R$ 22 bilhões valor classificado como extremamente elevado e capaz de comprometer a sustentabilidade financeira da concessionária.

 

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ORIGEM DA DÍVIDA

 

De acordo com os dados apresentados, o passivo teria origem no fornecimento de óleo diesel destinado ao abastecimento das usinas termelétricas que operam no estado. A dívida, segundo a versão divulgada, teria sido herdada pela Amazonas Energia quando a empresa assumiu o controle do setor elétrico local, em 2018.

 

O pedido protocolado pela Petrobras está fundamentado na Lei Federal nº 11.101/2005, que regula processos de recuperação judicial, recuperação extrajudicial e falência no Brasil.

 

Especialistas avaliam que a situação se insere em um contexto mais amplo de dificuldades estruturais enfrentadas pelo setor elétrico na região Norte, onde os custos de geração são mais elevados, principalmente em áreas não interligadas ao Sistema Interligado Nacional e dependentes de usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis.

 

DIVERGÊNCIA SOBRE O DÉBITO

 

Procurada, a Amazonas Energia não se pronunciou oficialmente até o momento. No entanto, fontes internas da concessionária afirmaram que a empresa não reconhece a dívida cobrada pela Petrobras.

 

Segundo essas informações, a companhia admite débitos apenas com a Eletrobras e sustenta que esse passivo deverá ser assumido pela Âmbar Energia, grupo que está em processo de aquisição do controle do setor elétrico no estado.

 

IMPACTOS E INCERTEZAS

 

A eventual decretação de falência poderia trazer consequências relevantes para a operação do sistema elétrico no Amazonas, especialmente em um estado com características logísticas complexas e forte dependência de geração térmica.

 

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Até o momento, não há decisão judicial sobre o pedido, e o caso deve avançar nas próximas semanas. Enquanto isso, consumidores e agentes do setor acompanham com apreensão os desdobramentos de uma disputa que pode redefinir o futuro da distribuição de energia no estado.

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