As investigações apontam que a placa foi esculpida entre os séculos I e II d.C
Daniella Santoro e Aaron Lopez estavam só tentando ter um jardim bonito em Carrollton, Nova Orleans, quando deram de cara com uma “pedra” meio enterrada. À primeira vista, parecia só mais um enfeite de mármore com umas palavras em latim esculpidas, tipo “espíritos dos mortos”. Normal, né? Quase tão normal quanto encontrar uma mecha de cabelo do vizinho no seu travesseiro.
Mas Daniella, que é antropóloga, olhou com aquele olhar de “tem algo errado aqui” e pensou: e se não for decoração? E se for um túmulo romano de quase 2.000 anos? Pois é. Porque quando você lê Dis Manibus, você não tá lendo manual de jardinagem, está lendo dedicatória funerária de soldado trácio chamado Sexto Congênio Ver. Morreu aos 42, depois de 22 anos de serviço militar. Quase dois milênios depois, alguém resolve plantar uma árvore em cima do quintal dele.
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O mistério só aumenta: a lápide tinha passado pelo Museu Arqueológico Nacional de Civitavecchia, foi perdida na Segunda Guerra, desviada por um soldado que serviu na Itália, e acabou como decoração de jardim em Nova Orleans. Erin Scott O’Brien, antiga moradora, plantou a árvore achando que tinha só um objeto de arte. Só que não: era uma relíquia de 2.000 anos dando tchauzinho da terra do quintal.
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Agora o FBI está no caso, cuidando da devolução para a Itália. Enquanto isso, Santoro e Lopez provavelmente estão olhando para o jardim pensando: “Será que a próxima flor que plantarmos vai ser uma esfinge ou um sarcófago?” Porque se a vida te dá limões, ótimo, mas se ela te dá lápide romana, aí já é história de filme.