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Pensar em outra pessoa durante o sexo é comum e não significa traição, explica sexóloga
Foto: Reprodução

Fantasiar durante a intimidade é comum e pode até ampliar o prazer, sem prejuízo ao vínculo afetivo

Pensar em outras pessoas durante o sexo ainda é um tema cercado de culpa, silêncio e constrangimento, apesar de estar longe de ser um comportamento raro. No auge da intimidade, é comum que a mente divague e crie cenários envolvendo desconhecidos, celebridades ou até pessoas do convívio social — um processo natural ligado ao funcionamento do desejo e da excitação.

 

Na sexologia, a fantasia é vista como um recurso íntimo que amplia o prazer e reduz inibições. Ao criar imagens mentais, o cérebro encontra um espaço seguro para explorar desejos sem riscos de julgamento ou consequências reais, funcionando como um “laboratório interno” que intensifica a conexão com as próprias sensações.

 

Segundo a sexóloga, palestrante e psicanalista Camila Gentile, fantasiar com outra pessoa durante o sexo não deve ser interpretado como sinal de traição ou fracasso no relacionamento, mas como uma resposta fisiológica do cérebro em estado de excitação.

 

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“Fantasiar com outra pessoa durante o sexo não é sinal de traição nem fracasso, é fisiologia, é cérebro em êxtase buscando novidade e conexão íntima consigo mesmo. Pesquisas recentes confirmam que fantasias eróticas fazem parte do repertório normal da sexualidade humana”, explica a especialista.

 

De acordo com Camila, estudos científicos publicados em 2023 mostram que fantasias sexuais são comuns, diversas e raramente indicam disfunção, sendo, na maioria das vezes, apenas formas de ativar o desejo e a excitação.

 

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A sexóloga ressalta ainda que essas imagens mentais não significam, necessariamente, insatisfação com o parceiro real. Pelo contrário, quando compreendidas com maturidade, podem até contribuir para a vida erótica do casal. “Essas fantasias não indicam falta no relacionamento e podem enriquecer a intimidade quando compartilhadas com respeito e consentimento”, afirma.

 

A especialista também destaca que mudanças culturais e o ambiente digital ampliaram o repertório de práticas e fetiches. Experiências sensoriais meditativas, jogos de poder e exploração consensual de limites são exemplos de como a sexualidade contemporânea tem se tornado mais diversa e menos marcada por julgamentos.

 

Para Camila Gentile, a ciência é clara ao tratar a fantasia como um território legítimo do cérebro sexual. “É um espaço criativo que pode alimentar vínculos, excitação e cumplicidade quando existe diálogo e consciência afetiva”, diz.

 

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A orientação final é abandonar a culpa e compreender a imaginação como aliada da intimidade. “Fantasiar ajuda a ampliar o prazer e pode ser muito importante para as respostas corporais no momento da relação”, conclui. 

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