Pentágono, nos Estados Unidos
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos ampliou a pressão sobre empresas chinesas de tecnologia ao afirmar que algumas das maiores companhias do setor mantêm vínculos com o Exército de Libertação Popular, força militar da China. A medida ocorre em meio à crescente disputa entre Washington e Pequim por influência tecnológica e estratégica.
Segundo o Pentágono, determinadas empresas estariam colaborando direta ou indiretamente com projetos militares chineses, fornecendo tecnologias e serviços que poderiam fortalecer a capacidade de defesa do país asiático. Entre as áreas consideradas sensíveis pelos Estados Unidos estão inteligência artificial, semicondutores, computação em nuvem, drones e telecomunicações.
O governo americano sustenta que a legislação chinesa permite que o Estado solicite cooperação de empresas privadas em assuntos relacionados à segurança nacional. Para autoridades dos EUA, isso gera preocupações sobre o possível uso militar de tecnologias desenvolvidas por companhias civis.
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As acusações fazem parte de uma disputa que se intensificou nos últimos anos. Washington tem adotado medidas para restringir o acesso de empresas chinesas a tecnologias avançadas, especialmente nos setores de chips e inteligência artificial. Em contrapartida, Pequim nega qualquer atuação irregular e afirma que as ações dos Estados Unidos têm o objetivo de conter o crescimento tecnológico da China.
Especialistas avaliam que o aumento das restrições pode impactar investimentos, cadeias globais de suprimentos e o desenvolvimento de novas tecnologias, além de acelerar os esforços chineses para ampliar sua independência tecnológica.
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A medida também reforça a pressão dos Estados Unidos sobre aliados para que adotem posições semelhantes em relação ao uso de equipamentos e serviços fornecidos por empresas chinesas em áreas consideradas estratégicas.