Segundo fontes ouvidas pelo Financial Times, secretário de Defesa dos EUA e seus representantes teriam procurado empresa de gestão de ativos para aplicar milhões em fundo do setor militar
Horas após reportagem do Financial Times afirmar que um corretor ligado ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, teria tentado realizar um grande investimento em empresas de defesa nas semanas que antecederam um ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, o Pentágono se posicionou publicamente, rejeitando a alegação. Em publicação nas redes sociais, Sean Parnell, principal porta-voz do órgão, afirmou que a acusação é totalmente falsa e que nem Hegseth nem qualquer um de seus representantes procurou a BlackRock para qualquer investimento desse tipo.
Segundo o Financial Times, citando fontes anônimas, em fevereiro um corretor ligado a Hegseth no Morgan Stanley entrou em contato com a gestora de investimentos BlackRock para discutir a aquisição de cotas do fundo Defense Industrials Active ETF, que possui cerca de 3,2 bilhões de dólares em ativos. O fundo investe em empresas que podem se beneficiar do aumento dos gastos governamentais com defesa e segurança, incluindo gigantes como RTX, Lockheed Martin, Northrop Grumman e Palantir. A reportagem destacou que a tentativa de investimento teria ocorrido pouco antes da operação militar americana, levantando questionamentos sobre possível conflito de interesses.
Ainda de acordo com o jornal, a negociação não se concretizou porque o fundo ainda não estava disponível para clientes do Morgan Stanley. Não há informações sobre se o corretor posteriormente buscou alternativas para realizar o investimento. Apesar disso, a publicação do Financial Times sugere que a simples abordagem, no momento em que a Defesa se preparava para lançar uma campanha militar, poderia gerar controvérsia.
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Pete Hegseth tem sido uma figura central no planejamento militar contra o Irã e um dos principais defensores de ações mais agressivas dentro da administração Trump. Antes de assumir o cargo, ele trabalhou como apresentador na Fox News. Sua divulgação financeira mais recente, apresentada em junho de 2025, indica que ele vendeu ações de 29 empresas diferentes entre 2022 e 2024, além de receber salários, adiantamentos por livros e honorários de palestras, totalizando milhões de dólares.
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Enquanto a BlackRock e o Morgan Stanley se recusaram a comentar o caso, o porta-voz do Pentágono reafirmou que Hegseth segue comprometido com altos padrões éticos e com a estrita observância de todas as leis. O secretário compartilhou a nota oficial em seu perfil no X sem emitir comentários adicionais. O episódio reacende o debate sobre a conduta de membros do governo em relação a investimentos privados em setores que podem ser impactados por decisões políticas ou militares, um tema sensível especialmente em contextos de conflito internacional.