Pepino, cenoura e tomate lideraram as altas de preços, enquanto abacate, laranja-baía e laranja-lima registraram as maiores quedas no ano
Os preços dos alimentos seguiram trajetórias bem diferentes no primeiro semestre de 2026. Enquanto algumas hortaliças registraram aumentos superiores a 100%, frutas, café, açúcar e outros produtos apresentaram queda, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O pepino liderou a lista dos alimentos que mais encareceram, acumulando alta de 155,47% no período. Na sequência aparecem a cenoura (103,14%), tomate (82,41%), batata-inglesa (82,11%), morango (60,97%), cebola (53,34%) e feijão-carioca (52,82%). De acordo com especialistas, problemas climáticos, como calor intenso, excesso de chuvas e aumento da umidade, reduziram a produção e pressionaram os preços.
Já entre os produtos que ficaram mais baratos, o destaque foi o abacate, com queda de 41,3%. Também registraram redução de preço a laranja-baía (-32,81%), laranja-lima (-23,36%), banana-maçã (-18,9%), maracujá (-12,93%), café moído (-11,49%), maçã (-11,03%), açúcar refinado (-10,78%) e óleo de soja (-9,25%).
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Queda no preço dos alimentos desacelera inflação, e IPCA de junho fica em 0,16%
Em junho, a inflação oficial do país foi de 0,16%. No entanto, os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 0,39% mais baratos, impulsionados principalmente pelas quedas do café moído, das frutas e das carnes. Já a alimentação fora de casa teve alta de 0,15%, mostrando desaceleração em relação ao mês anterior.
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Apesar do alívio nos preços dos alimentos, o grupo Habitação foi o principal responsável por pressionar a inflação em junho, com destaque para a energia elétrica residencial, que continuou mais cara devido à manutenção da bandeira tarifária amarela.