A perda auditiva pode diminuir a percepção do mundo ao redor, reduzindo a atividade em certas regiões do cérebro
A perda auditiva vai muito além da dificuldade para ouvir e pode afetar diretamente a saúde do cérebro. Especialistas afirmam que a redução da audição é um dos principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento da demência, já que diminui os estímulos recebidos pelo cérebro e compromete funções ligadas à memória e ao raciocínio.
Segundo neurologistas, quando a audição é prejudicada, áreas responsáveis pelo processamento dos sons passam a trabalhar menos, reduzindo a capacidade do cérebro de criar novas conexões neurais. Estima-se que a perda auditiva esteja associada a um aumento de cerca de 7% a 8% no risco de desenvolver demência, tornando o diagnóstico precoce fundamental.
Entre os principais sinais de alerta estão a necessidade de aumentar constantemente o volume da televisão, pedir com frequência para que as pessoas repitam o que disseram, dificuldade para acompanhar conversas e o isolamento social. Especialistas recomendam procurar um otorrinolaringologista assim que esses sintomas começarem a interferir na rotina.
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Embora ainda exista resistência ao uso de aparelhos auditivos, médicos ressaltam que o tratamento pode ajudar a preservar a atividade cerebral e reduzir o risco de declínio cognitivo. Modelos mais discretos e tecnológicos também têm contribuído para aumentar a adesão entre os pacientes.
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Os especialistas reforçam que a perda auditiva faz parte do envelhecimento em muitos casos, mas não deve ser ignorada. Quanto mais cedo o problema for identificado e tratado, maiores são as chances de preservar a qualidade de vida e diminuir o risco de desenvolver demência no futuro.