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Perda de olfato pode ser sinal de doença cardíaca, alerta estudo
Foto: Reprodução

Estudos recentes apontam que a perda de olfato pode ser um sinal precoce de doença coronariana, dobrando o risco em idosos com olfato reduzido

Aperda de olfato costuma ser associada imediatamente à Covid-19, gripes ou outras infecções que afetam as vias nasais. No entanto, um estudo recente indica que essa alteração também pode estar ligada ao risco de desenvolver doença cardíaca.

 

A pesquisa, publicada no JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery, analisou dados de mais de cinco mil adultos com média de 75 anos. Entre eles, cerca de 300 desenvolveram doença coronariana durante o período de acompanhamento. Os pesquisadores identificaram que parte desses casos estava associada a um olfato considerado deficiente.

 

“Comparado a um olfato preservado, um olfato fraco esteve relacionado a um risco duas vezes maior de doença coronariana nos primeiros quatro anos de acompanhamento”, afirmam os autores. A hipótese é que problemas nos vasos sanguíneos possam afetar o funcionamento do sistema olfatório. “A redução do olfato aparece ligada aos primeiros sinais de acúmulo de placas nas artérias, que podem evoluir para doença coronariana. As descobertas ainda são preliminares”, destaca Honglei Chen, um dos responsáveis pelo estudo.

 

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Os especialistas reforçam que novas pesquisas são necessárias para compreender essa relação. A doença coronariana ocorre quando placas de aterosclerose se formam nas artérias que irrigam o coração, dificultando a passagem do sangue. Segundo o grupo Lusíadas Saúde, essas placas tendem a crescer quando fatores de risco como obesidade, diabetes e hipertensão não são controlados, podendo levar à obstrução súbita dos vasos e a um infarto.

 

Perda de olfato pós Covid - Hospital Moriah

Foto: Reprodução

 

SINAIS DE ALERTA NO CÉREBRO

 

Outro estudo recente identificou que a perda de memória pode estar relacionada a alterações rápidas na pressão arterial. A pesquisa, publicada no Journal of Alzheimer’s, aponta que a instabilidade da pressão de um batimento cardíaco para outro pode provocar estresse no cérebro, aumentando o risco de Alzheimer. “Mesmo quando a pressão média é normal, essas oscilações podem afetar a função cerebral”, explica o pesquisador Daniel Nation.

 

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Os cientistas afirmam que tanto a perda de olfato quanto as variações de pressão arterial são sinais que frequentemente passam despercebidos, mas que podem indicar problemas mais graves e merecem atenção médica. 

 

Fonte: Brasil ao Miuto

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