Pesquisa acompanhou mais de 500 adultos por até 16 ciclos e associou menor atrofia cerebral a melhores índices de glicose na meia-idade
Um novo estudo internacional indica que a redução da gordura visceral, aquela localizada na região abdominal e ao redor dos órgãos internos, pode ter impacto direto na saúde do cérebro e na preservação da memória ao longo do envelhecimento.
A pesquisa acompanhou mais de 500 adultos por um período que chegou a 16 anos e analisou tanto exames de ressonância magnética quanto testes cognitivos. Os resultados mostram que pessoas com menores níveis de gordura visceral apresentaram menor atrofia cerebral e melhor desempenho em funções relacionadas à memória.
Os cientistas também observaram que o efeito não depende apenas do peso corporal total. Segundo os dados, o tipo de gordura acumulada no corpo parece ser mais importante do que o número da balança, já que o índice de massa corporal não mostrou relação tão significativa com o envelhecimento do cérebro.
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Outro ponto destacado pelo estudo é que a gordura visceral está ligada a processos metabólicos e inflamatórios que podem acelerar o desgaste de estruturas cerebrais, incluindo áreas associadas à memória, como o hipocampo.
Os pesquisadores afirmam que intervenções no estilo de vida que ajudam a reduzir esse tipo de gordura, como alimentação equilibrada e atividade física regular, podem contribuir para um envelhecimento cerebral mais saudável e com menor risco de declínio cognitivo ao longo dos anos.
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O estudo reforça a ideia de que cuidar da saúde metabólica do corpo também pode ser uma forma de proteger o cérebro no longo prazo.