Polêmica entre os casais, a perda da atração sexual nem sempre significa que a relação está fadada ao fracasso. Veja o que diz a ciência
Perder a atração sexual pelo parceiro pode parecer um sinal de que o relacionamento chegou ao fim, mas especialistas afirmam que essa mudança nem sempre indica uma crise definitiva. Segundo um artigo publicado na Psychology Today, a redução do desejo espontâneo é comum em relações duradouras e não significa, necessariamente, falta de amor ou incompatibilidade.
A explicação está no chamado desejo responsivo, um tipo de desejo sexual que surge gradualmente a partir da intimidade, do toque, da proximidade física e da conexão emocional. Diferentemente do desejo espontâneo, mais comum no início dos relacionamentos, ele tende a se tornar predominante à medida que a relação amadurece.
De acordo com a especialista Sheila Robinson-Kiss, autora citada no estudo, muitos casais interpretam de forma equivocada a diminuição da atração imediata. Em vez de representar o fim da paixão, essa mudança pode indicar uma nova fase do relacionamento, na qual o interesse sexual precisa ser cultivado por meio da convivência, do afeto e da construção diária da intimidade.
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Os pesquisadores destacam que uma vida sexual satisfatória não depende de sentir desejo intenso o tempo todo. O mais importante é que o casal invista na comunicação, na proximidade e em momentos de conexão, evitando comparar a própria relação com padrões idealizados mostrados em filmes, redes sociais ou comédias românticas.
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Para os especialistas, manter o desejo em relacionamentos de longo prazo exige dedicação mútua e compreensão de que a sexualidade também evolui com o tempo. Em vez de enxergar a perda da atração espontânea como um sinal de fracasso, o casal pode encará-la como uma oportunidade para fortalecer o vínculo afetivo e redescobrir novas formas de intimidade.