Estudo aponta caminhos para uma educação acolhedora e humanizada
Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a violência e a discriminação no ambiente escolar estão entre os principais fatores que levam travestis e pessoas trans a abandonarem os estudos ainda na infância e adolescência. O estudo acompanhou seis estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e apontou que todos deixaram a escola regular após enfrentarem episódios de preconceito, agressões e exclusão.
Segundo a pesquisa, as primeiras experiências de violência costumam ocorrer entre os 6 e os 9 anos de idade, com casos de humilhações, apelidos ofensivos, agressões físicas e até restrições impostas por gestores escolares, como a proibição do uso de maquiagem.
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O levantamento destaca que a exclusão escolar contribui para o aumento da vulnerabilidade social dessa população. Muitos acabam deixando a escola antes de concluir o Ensino Fundamental e enfrentam dificuldades para acessar o mercado de trabalho, recorrendo, em alguns casos, à prostituição como forma de sobrevivência.
A dissertação também mostra que programas de inclusão, como o Transcidadania, ajudam no retorno aos estudos, mas ressalta que o acolhimento por parte da escola e dos professores é decisivo para garantir a permanência dos alunos.
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Apesar das dificuldades, os participantes da pesquisa defendem uma educação inclusiva, sem segregação, e reforçam que o objetivo é estudar em escolas capazes de respeitar a diversidade e garantir um ambiente seguro para todos.