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Pesquisa revela que maioria das mulheres líderes enfrentou barreiras de gênero no trabalho
Foto: Divulgação

Levantamento aponta que desigualdade e preconceito ainda dificultam o avanço feminino em cargos de liderança

Uma pesquisa recente apontou que a maioria das mulheres que ocupam cargos de liderança afirma ter enfrentado obstáculos relacionados ao gênero ao longo da carreira. O levantamento “Alianças masculinas e a liderança das mulheres: além do discurso”, realizado pela Todas Group em parceria com a empresa de pesquisa Nexus, mostra que 77% das entrevistadas já encontraram dificuldades para avançar profissionalmente por serem mulheres.

 

Entre as participantes, 46% disseram ter enfrentado algumas barreiras e 31% relataram muitas dificuldades. Apenas 17% afirmaram nunca ter passado por situações desse tipo. Segundo o estudo, a percepção de desigualdade tende a aumentar à medida que as mulheres alcançam posições mais altas na hierarquia corporativa. Entre presidentes, vice-presidentes, sócias e CEOs, 40% disseram ter enfrentado fortes barreiras relacionadas ao gênero.

 

O levantamento ouviu 1.534 mulheres entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026. A pesquisa foi realizada online com profissionais cadastradas na base da Todas Group, composta por cerca de 25 mil mulheres que trabalham em grandes empresas e startups com atuação no Brasil.

 

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Para Dhafyni Mendes, cofundadora da Todas Group, o resultado mostra que a desigualdade de gênero ainda está presente nas empresas. Segundo ela, o desafio atual não é apenas garantir o acesso das mulheres aos cargos de liderança, mas assegurar que suas contribuições sejam reconhecidas de forma proporcional.

 

Entre as mudanças mais desejadas pelas entrevistadas para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, 20% apontaram a criação de programas de aceleração e desenvolvimento de carreira para mulheres. Outras 17% disseram que gostariam de ver mais mulheres promovidas a cargos estratégicos, enquanto 16% defenderam maior flexibilização da jornada de trabalho para melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

 

Também foram citadas iniciativas como programas de conscientização masculina sobre comportamentos que desvalorizam mulheres (11%), maior transparência nos critérios de promoção (10%) e igualdade salarial (10%).

 

Maioria das mulheres líderes enfrentou barreiras de gênero na carreira

 

Relatos de profissionais mostram que essas desigualdades aparecem desde o início da carreira. A advogada Pamela Satubal conta que percebeu diferenças ainda durante o estágio, quando um colega homem recebia benefícios maiores mesmo desempenhando as mesmas funções.

 

Ela também relata ter presenciado comentários machistas e exclusão de mulheres em reuniões importantes. Apesar das dificuldades, Pamela seguiu na profissão e atualmente é sócia de uma empresa com mais de 60 funcionários.

 

A assessora de comunicação Danielly Oliveira também afirma que precisou provar repetidamente sua capacidade para ocupar cargos de liderança. Segundo ela, muitas vezes suas ideias só eram consideradas após serem confirmadas por colegas homens.

 

Mês das Mulheres: 12 executivas compartilham desafios enfrentados no  mercado de trabalho

Fotos: Reprodução

 

Especialistas apontam que o problema tem raízes históricas. A professora de direito do trabalho Maria Cecilia Lemos explica que a divisão tradicional entre trabalho produtivo, associado aos homens, e trabalho doméstico, ligado às mulheres, contribuiu para a construção de uma hierarquia que valoriza mais o trabalho masculino.

 

A pesquisa também mostrou que a desigualdade varia conforme a área profissional. Nos setores de marketing e comunicação, 84% das mulheres relataram barreiras de gênero. Em tecnologia da informação e startups, o índice foi de 81%, mesmo percentual registrado em recursos humanos e consultoria de gestão.

 

Outro dado relevante é que 63% das participantes afirmaram já ter sentido que homens dificultaram diretamente seu crescimento profissional. Além disso, apenas 23% acreditam que seu trabalho é valorizado da mesma forma que o dos homens nas empresas onde atuam.

 

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Segundo a gerente de pesquisas da Nexus, Ana Lemos, ambientes com maior equilíbrio entre homens e mulheres na liderança tendem a registrar menos comportamentos discriminatórios. Em empresas com liderança mais igualitária, 65% das entrevistadas disseram raramente ou nunca ouvir comentários machistas — um índice significativamente maior que o da média geral. 

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