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Pesquisa revela que maioria dos brasileiros acha que tem pênis acima da média, mas ansiedade ainda leva muitos a buscar procedimentos estéticos
Foto: Reprodução

Uma pesquisa brasileira inédita, que será publicada no Journal of Sexual Medicine, mostra um dado curioso: 63,2% dos homens no Brasil afirmam que o tamanho do próprio pênis está acima da média. Apenas 2,8% dizem estar abaixo.

 

Antes de responder, os participantes tiveram acesso a um valor de referência: 13 centímetros em ereção, medida escolhida por se aproximar das médias apontadas por meta-análises recentes da literatura médica.

 

Segundo o urologista Ubirajara Barroso, professor da Universidade Federal da Bahia e um dos autores do estudo, muitos homens ainda têm uma percepção distorcida:

 

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“O homem costuma superestimar a média. Muitos acreditam que o comprimento normal gira em torno de 15 centímetros em ereção.”

Em situações extremas, essa insatisfação pode evoluir para o chamado dismorfismo peniano, quando a preocupação com o tamanho passa a interferir na rotina, mesmo com medidas dentro da normalidade. O especialista alerta para a busca por informação e apoio psicológico antes de qualquer intervenção médica.

 

IMPORTÂNCIA CULTURAL DO TAMANHO

 

Apesar do otimismo em relação às próprias medidas, o estudo aponta que o tamanho ainda é visto como fator relevante no desempenho sexual. Para 26,4% dos entrevistados, o comprimento é “muito importante”, enquanto 44,3% atribuem esse peso ao diâmetro.

 

Para a sexóloga Chris Marcello, essa percepção é mais cultural do que fisiológica:

“Do ponto de vista anatômico, as regiões mais sensíveis estão próximas à entrada da vagina e do ânus. No caso das mulheres, o prazer está ligado principalmente ao clitóris e à conexão emocional.”

 

INTERESSE EM PROCEDIMENTOS CRESCE

 

Mesmo com a maioria se considerando dentro ou acima da média, 22,6% dos participantes afirmaram que fariam algum procedimento estético genital. Além disso:

– 13,2% relatam ansiedade moderada ou intensa em relação ao tamanho

– 21,7% evitam se despir em ambientes coletivos por vergonha

– 6,6% sentem constrangimento até diante do parceiro ou parceira

 

Segundo Barroso, a principal insegurança atual não está no pênis ereto, mas sim no flácido, situação mais comum em vestiários e ambientes sociais.

 

TÉCNICAS MAIS CONHECIDAS

 

O levantamento também cita práticas populares entre homens insatisfeitos:

– Bomba peniana: aumenta temporariamente o volume, sem ganho real de comprimento

– Extensor: exige uso diário prolongado para ganhos mínimos e sem garantia de permanência

– Ácido hialurônico: procedimento aprovado pela Anvisa para aumento do diâmetro, sobretudo em estado flácido, sem alongamento do órgão

– Jelqing: técnica difundida em redes sociais, sem comprovação científica e com risco de lesões

 

Especialistas alertam que muitas dessas alternativas têm resultados limitados e podem trazer complicações.

 

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O estudo conclui que, embora grande parte dos brasileiros se veja dentro do padrão, a pressão estética e cultural ainda gera insegurança e leva muitos a considerar intervenções, reforçando a necessidade de informação médica adequada e cuidado com soluções milagrosas. 

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