Lydia Theresia Möcklinghoff era especialista em tamanduás-bandeira e atua no Pantanal de Mato Grosso do Sul há mais de 20 anos. Ela seguia para o Pantanal quando avião, que saía de Campo Grande, caiu. O piloto da aeronave, Henrique Martin, também morreu
A pesquisadora e jornalista científica alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (3) em um acidente aéreo nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O piloto da aeronave, Henrique Martin de Carvalho, também não resistiu.
Lydia era reconhecida internacionalmente por seu trabalho com a fauna do Pantanal, especialmente em estudos sobre o tamanduá-bandeira. Zoóloga e ecóloga tropical, ela dedicou mais de duas décadas à pesquisa e conservação de mamíferos silvestres no Brasil, sendo considerada referência na área.
Segundo informações preliminares, o avião de pequeno porte caiu pouco tempo após a decolagem. Uma das hipóteses investigadas é a baixa visibilidade causada pela forte neblina registrada na região durante a manhã. O Cenipa deve apurar as causas do acidente.
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Além da atuação científica, Lydia também trabalhava como comunicadora ambiental. Ela produzia conteúdos sobre biodiversidade, participava de programas de rádio e televisão e mantinha projetos de divulgação científica voltados à preservação da vida selvagem.
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A morte da pesquisadora causou comoção entre colegas e ambientalistas, especialmente entre profissionais ligados à conservação do Pantanal, bioma ao qual ela dedicou grande parte da vida.