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Petistas colocam ''panos quentes'' em decisão do STF sobre Ramagem
Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Petistas tentam explicar nos bastidores decisão do STF que impede Câmara de suspender inteiramente ação sobre Alexandre Ramagem

Lideranças do PT tentam colocar “panos quentes” na decisão do STF que delimitou os crimes do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) que a Câmara pode analisar, e que irritou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

 

Em reservado, petistas lembram que o ministro Cristiano Zanin, bastante próximo do partido e indicado por Lula, oficializou a comunicação à Casa por ser o presidente da Primeira Turma da Corte, mas que a decisão não foi dele.

 

Na realidade, foi o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que julga uma suposta tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023, quem decidiu que a Câmara só pode tratar de crimes praticados após a diplomação de Ramagem.

 

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Além disso, caciques do PT apontam que a decisão de Moraes foi chancelada pela Primeira Turma. E que o STF apenas reagiu a uma manifestação originada por uma petição de um deputado: o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ).

 

“A Primeira Turma, ainda, determinou que seja dada ciência à Câmara dos Deputados, nos termos do voto do ministro relator, para aplicação do § 3º, do artigo 53 da Constituição Federal, tão somente em relação ao réu Alexandre Ramagem Rodrigues e, especificamente, pelos crimes praticados após a diplomação, quais sejam: dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (art.163, parágrafo único, I, III e IV, do CP), e deterioração de patrimônio tombado (art. 62, I, da Lei 9.605/98)”, diz a decisão de Moraes.

 

Segundo governistas, o início desta semana marcará o começo da articulação para que a Comissão de Constituição e Justiça atenda à ordem do STF e vote apenas os crimes que Ramagem teria cometido após sua diplomação como deputado.

 

No caso, a CCJ poderia tratar apenas da suspensão dos processos por dano qualificado e crime contra o patrimônio público, sem entrar nas questões sobre golpe de Estado, que teriam ocorrido enquanto Ramagem comandava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

 

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Entretanto, há a certeza de que o relator do pedido de suspensão das ações contra Ramagem, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), deverá pedir o trancamento de todas as investigações que atinjam o deputado.

 

Fonte: Metrópoles

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