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Petrobras amplia produção para evitar alta brusca nos combustíveis durante crise no Oriente Médio
Foto: Divulgação

Estatal afirma que aumento da oferta de derivados é estratégia para garantir segurança energética e reduzir impactos da guerra no preço da gasolina

A Petrobras informou nesta terça-feira (12) que está intensificando a produção de derivados de petróleo no Brasil para minimizar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que a estatal não pretende realizar reajustes abruptos, mesmo diante da disparada do petróleo no mercado internacional.

 

Segundo Magda, o aumento da produção se tornou ainda mais importante após a escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que afetou diretamente a logística global de petróleo e gás natural.

 

“O objetivo é garantir segurança energética ao país e manter estabilidade no abastecimento”, destacou a executiva durante a apresentação do balanço financeiro da empresa, no Rio de Janeiro.

 

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A tensão internacional provocou bloqueios no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Com a redução da oferta global, o barril do tipo Brent saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100, chegando próximo de US$ 120 em alguns momentos.

 

Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil também sofre os reflexos da alta internacional, já que o petróleo é uma commodity negociada globalmente. Para conter os efeitos no mercado interno, o governo federal adotou medidas como redução de tributos e incentivos ao setor de combustíveis.

 

Desde o início do conflito, a Petrobras reajustou os preços do diesel e do querosene de aviação, mas manteve a gasolina sem alterações. Magda Chambriard explicou que a concorrência com o etanol ajuda a equilibrar o mercado, especialmente após a recente queda no preço do biocombustível.

 

“A frota brasileira é majoritariamente flex, e o consumidor escolhe no posto qual combustível compensa mais”, afirmou.

 

A diretora de Logística, Comercialização e Mercados da empresa, Angelica Laureano, afirmou que um eventual reajuste da gasolina dependerá da avaliação interna da companhia e não exclusivamente da aprovação do Projeto de Lei Complementar 67/2026, que prevê zerar tributos federais sobre combustíveis.

 

Apesar do cenário internacional instável, a Petrobras destacou resultados operacionaispositivos. A produção de óleo e gás cresceu 16,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando recorde histórico.

 

O lucro da estatal chegou a R$ 32,7 bilhões no trimestre, mais que o dobro do registrado no fim de 2025. Já os investimentos somaram R$ 26,8 bilhões, com alta de 25,6% na comparação anual.

 

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A companhia também informou que as refinarias operam acima de 100% da capacidade autorizada, o maior nível desde 2014, refletindo a estratégia de ampliação da produção para enfrentar o cenário global de instabilidade energética. 

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